Acompanhe as incidências do encontro
Dois dos últimos três jogos terminaram com cinco golos, com os Reds a sairem por cima em ambas as ocasiões e ainda numa vitória por 2-0 que ficou entre esses dois triunfos por 3-2.
Julián Alvarez em baixo de forma no Atleti
Apesar de a equipa da Premier League ter tido claramente vantagem nos últimos tempos e estar invicta frente aos espanhóis desde 2019/20, os Rojiblancos nunca perderam quatro jogos consecutivos da Taça dos Campeões Europeus/Liga dos Campeões frente ao mesmo adversário.
O Atleti é uma das apenas seis equipas (Real Madrid, Barcelona, Manchester City, PSG e Bayern Munique são as outras) que participaram em todas as edições da prova desde 2013/14, pelo que o seu estatuto europeu não está em causa.
No entanto, existem questões internas que ameaçam comprometer o sucesso atual, sendo o tratamento dado a Julián Alvarez algo que precisa claramente de ser resolvido.
O argentino foi o melhor marcador do Atleti na última edição da Liga dos Campeões, com 10 golos, igualando Kvicha Kvaratskhelia e apenas superado pelos 15 de Kylian Mbappé e pelos 14 que Harry Kane marcou pelo Bayern.
Estreia de Iraola na Liga dos Campeões
É por isso evidente a importância que continua a ter para os colchoneros, mas o avançado tem estado irreconhecível esta época, ainda sem golos nem assistências.
Pelo menos Marcos Llorente parece sentir-se em casa em Anfield.
O médio, sempre em movimento, já marcou quatro golos nas duas partidas que disputou ali, sendo que o único outro estádio onde marcou mais vezes foi no reduto do Atleti, o Riyadh Air Metropolitano.
Andoni Iraola estreia-se como treinador na Liga dos Campeões, tendo como única experiência anterior numa campanha europeia como técnico o comando do AEK Larnaca na Liga Europa em 2018/19.
Liverpool nunca perdeu um jogo de estreia em Anfield
Empatou um e perdeu três dos quatro jogos frente a Diego Simeone (ao serviço do Rayo Vallecano), pelo que o novo treinador do Liverpool tem claramente contas a ajustar em Anfield.
O basco pode consolar-se com o facto de a equipa de Merseyside nunca ter perdido o seu jogo de estreia da Taça dos Campeões Europeus/Liga dos Campeões em Anfield, somando 10 vitórias e dois empates em 12 jogos.
Os últimos três desses jogos terminaram todos com vitórias por 3-2, sendo que um deles foi precisamente frente ao Atleti em 2025/26.
Nessa temporada, Dominik Szoboszlai destacou-se, recuperando a posse de bola mais vezes do que qualquer outro no Liverpool (85), percorrendo a maior distância (130 km), fazendo mais assistências (quatro) e marcando mais golos (cinco).
Sem Salah, Gakpo e Wirtz têm de assumir o protagonismo
Sem Mo Salah no plantel dos Reds para a Liga dos Campeões pela primeira vez desde 2014/15, Szoboszlai e outros terão de assumir maiores responsabilidades.
O Rei Egípcio detém o recorde do Liverpool de mais jogos disputados na competição (83), mais golos marcados (47) e mais assistências (19), pelo que, se Iraola não acertar nas escolhas, a ausência de Salah poderá ser ainda mais sentida.

Assim, tanto Florian Wirtz como Cody Gakpo podem ser fundamentais, sendo que o primeiro criou mais oportunidades por 90 minutos (3,4) do que qualquer outro jogador (com pelo menos 300 minutos jogados) na última Liga dos Campeões, e o segundo criou mais ocasiões flagrantes (1,3).
Apesar de o Liverpool só ter perdido um dos últimos seis jogos em todas as competições, apenas venceu um e empatou os outros quatro, marcando 10 golos e concedendo também 10.
Golos à vista
Iraola vai querer ver melhorias nesse registo e algo próximo do que os Reds fizeram na Liga dos Campeões da época passada, quando venceram quatro dos seis jogos em casa.
O Atlético venceu três, perdeu dois e empatou um dos últimos seis jogos em todas as competições, com nove golos marcados e 11 concedidos.

Ambas as equipas têm conseguido marcar, mas nenhuma tem estado à altura defensivamente.
Isto significa que podemos ter mais um festival de golos, o que será ótimo para os adeptos neutros, mas não deverá agradar a Iraola nem a Simeone.
Que comece a batalha...

