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Esperança é a palavra mais ouvida à saída da estação de metro do Arsenal. São 17:30 da tarde, ainda falta para o pontapé de saída da segunda mão dos quartos de final da Liga dos Campeões, mas as ruas começam a encher-se e a cabeça a encaminhar-se para o relvado do Emirates, a umas centenas de metros dali, onde se vai jogar o bilhete para as meias-finais da Liga dos Campeões.
Num cenário que infelizmente é menos recorrente em Portugal, um grupo de adeptos do Sporting tenta orientar-se pelo meio de vários ingleses que exibem a camisola do Arsenal ou andam com o cachecol do líder da Premier League. Não engana, estão aqui para ver o jogo, quer dizer… Nem todos.
Afonso Borges e Catarina Franco revelam que é a primeira vez que vão ver o Sporting fora, mas falta o mais importante, um bilhete. Ainda existe esperança, tal como para os homens de Rui Borges que entram em campo com uma desvantagem de um golo por reverter.
Inês Machado também faz a estreia internacional, vem acompanhada por António Machado, Mário e Duarte Campino. Um grupo onde o bom-humor está presente e a confiança também.
“Vamos ganhar”, atira Duarte quando questionado sobre as expectativas do jogo, mas corrige de segunda: “Temos de dar luta pelo menos”. O sentimento é esse, o Sporting tem uma possibilidade e há que lutar por ela: “Estamos sólidos, vamos ter de lutar, estamos à beira de cumprir um sonho, é preciso dar tudo”, frisou Mário.
António tem o prognóstico pronto: “Vamos ganhar pela margem mínima, vamos a penáltis e ganhamos nos penáltis, como foi em 2023”. O chapéu de Pedro Gonçalves ainda hoje lembrado numa segunda mão dos oitavos de final da Liga Europa, em 2022/23 que marcou o imaginário recente em Alvalade.
Rui Borges disse que a Champions do Sporting era o campeonato, mas e para os adeptos? “Neste momento, a Champions do Sporting é a Champions”, frisou Duarte, com Mário a olhar para o futuro: “Há Atlético Madrid e PSG na final, e este ano já ganhámos ao PSG”.
A viagem que calhou bem
Continuamos a nossa viagem a pé até ao Emirates e já nas imediações do reduto londrino, perto de umas estradas estão António e Joana Pereira. Acabaram a ver o jogo graças a uma feliz coincidência na marcação de férias.
“Marcámos uma viagem para Londres a começar no dia 15 e não é que bateu certo? Vamos cá ficar quatro dias”, atirou António que arrisca num prognóstico: “Vai ser 0-1, vamos a prolongamento e marcamos o segundo golo aos 122 minutos, vai ser uma grande loucura, eu acredito”.

Joana mostra-se mais comedida e tende a concordar com Rui Borges na hora de olhar para este jogo.
“Neste momento, por todo o panorama do Sporting, sonhar com as meias-finais é um sonho, mas o campeonato é uma possibilidade. Temos de lutar pelo que é realmente possível, mas um sonho pode acontecer”, atirou.
Dois grupos de adeptos, a mesma palavra: Esperança. E é assim que o Sporting vai entrar esta quarta-feira em campo.
