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Os campeões europeus em título recebem o Chelsea no Parc des Princes para a primeira mão dos oitavos de final, esta quarta-feira, oito meses depois da equipa londrina ter vencido por 3-0 no MetLife Stadium, nos arredores de Nova Iorque, e ter celebrado com o troféu no pódio ao lado de Donald Trump.
"Estava na minha sala em Derby e foi um excelente jogo entre duas equipas fantásticas", recordou Rosenior esta terça-feira, quando lhe perguntaram sobre as suas memórias desse encontro e sobre a presença inesperada do Presidente dos EUA nas celebrações.
"Estava concentrado no futebol. Fiquei muito feliz pela equipa, e não era importante quem estava no palco – em termos de política e do que penso, é sempre com respeito por ideias diferentes. Foi uma exibição extraordinária dos jogadores nesse dia, mas não creio que tenha grande relevância hoje, o contexto é totalmente distinto", acrescentou.
Rosenior substituiu Enzo Maresca como treinador do Chelsea em janeiro, depois de chegar vindo do Estrasburgo, que pertence ao mesmo consórcio BlueCo responsável pelo clube de Stamford Bridge.
Visitou o grupo do Chelsea durante o Mundial de Clubes, assistindo aos treinos e ao triunfo nos oitavos de final frente ao Benfica.
"Ver os jogadores conquistar o troféu foi magnífico, foi uma realização incrível para o clube e queremos criar muitas mais memórias como essa no futuro", afirmou no seu regresso a França.
O treinador de 41 anos teve bons resultados frente ao PSG durante os 18 meses em que esteve no Estrasburgo, vencendo em casa na época passada e conseguindo um empate 3-3 no Parc des Princes em outubro.
Decisão na baliza
A equipa de Luis Enrique tem tido dificuldades em recuperar a forma notável da época passada, que lhes valeu o primeiro título da Liga dos Campeões, mas Rosenior não poupou elogios ao treinador espanhol e ao seu grupo.
"Acho que o PSG esteve muito bem no ano passado. Obviamente, estava aqui neste país a assistir ao percurso deles até vencerem a Liga dos Campeões e admirei-o enquanto treinador do Estrasburgo", comentou Rosenior.
Os parisienses perderam por 3-1 frente ao Mónaco na Ligue 1, no fim de semana passado, e venceram apenas dois dos últimos sete jogos na Liga dos Campeões.
"Quando se é um clube de topo e as coisas não estão a correr tão bem, fala-se mais sobre isso, mas em relação à qualidade da equipa, são de classe mundial e seria absurdo esperar algo diferente. Espero um desafio muito difícil, taticamente, fisicamente e tecnicamente. Têm jogadores e um treinador de classe mundial, e será um grande jogo para quem não tem preferência – só temos de lembrar que são duas mãos e garantir que mantemos disciplina nesse sentido", acrescentou Liam Rosenior, com a segunda mão marcada para a próxima semana.
Voltando à final do Mundial de Clubes, em que João Neves foi expulso já perto do fim, antes de Luis Enrique se envolver numa altercação em campo com João Pedro do Chelsea após o apito final, Rosenior garantiu que não haverá espaço para polémicas desta vez.
"Se se está ao mais alto nível, é preciso paixão e vontade de vencer", insistiu.
O treinador do Chelsea também revelou que Levi Colwill já está a treinar e que Jamie Gittens está novamente disponível, mas recusou indicar quem vai ocupar a baliza, entre Robert Sanchez e Filip Jorgensen – este último foi titular no último jogo da Premier League, em Birmingham.
