Rui Borges defende jogadores após apuramento: "Percebo as críticas, mas eles não as mereciam"

Rui Borges, treinador do Sporting
Rui Borges, treinador do SportingREUTERS/Pedro Nunes

O Sporting teve uma noite épica em Alvalade e virou a eliminatória diante do Bodo/Glimt (5-3), ao vencer por 5-0 na segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões. No final do encontro, Rui Borges, treinador do Sporting, reagiu ao apuramento. Leia as declarações aqui.

Recorde as incidências do encontro

Noite inesquecível: "Deixe-me dedicar a vitória aos meus pais e à minha família, que merece e sofre muito comigo. Nunca o fiz, mas hoje é uma vitória para dedicar. Em relação à vitória, é um bocadinho a frase que usei na palestra e até foi o Bodo que disse: 'nós conhecíamos o melhor Bodo e eles não conheciam o melhor Sporting'. E fomos. Senti-os ligados, a energia destes dias era diferente, a vontade de fazer algo diferente era infinita. Senti que ia ser uma noite diferente. Podíamos ter ganhado 2-0 e estava super orgulhoso pelo que tínhamos sido capazes de fazer. Tem a ver com a intensidade que pusemos jogo, isso fez toda a diferença".

Mudança estratégica: "As poucas coisas que fomos criando em Bodo percebemos que não podíamos entrar muito no jogo interior, os momentos lá foram sempre pelos corredores. A equipa percebeu, sabia bem o que tinha de fazer e fê-lo na perfeição. Estavam completamente ligados e queriam muito virar o jogo. Em Bodo não fomos o Sporting que somos sempre. Faz parte ter um jogo menos bom, infelizmente foi na Liga dos Campeões, mas faz parte. Não são máquinas e todos aprendemos com o que não fizemos tão bem. Hoje foi do 8 ao 80, a intensidade foi altíssima. Caímos na parte final do prolongamento, o que é normal. Estiveram perfeitos".

Críticas a jogadores na primeira mão: "Vou defender os meus jogadores: percebo as críticas, mas eles não as mereciam. Os meus jogadores são fantásticos e merecem tudo. Não é por aquele jogo que mereciam aquelas críticas. Têm sido estupendos. Estivemos longe do que somos e temos essa noção, era sentimento único, mas sabíamos que aqui ia ser diferente. Os adeptos foram fenomenais. Queria que fossem sempre assim, têm sido bons, mas hoje foram extraordinários. Foram muito importantes para esta remontada".

Reação: "Os verdadeiros campeões caiem e levantam-se. A resiliência deste grupo é infinita e isso tem sido demonstrado desde que cheguei aqui". 

Vitória mais importante da carreira: "Não, tem de ser domingo. É um jogo importante, que marca o meu caminho, é mais uma vitória na Liga dos Campeões e continuou a marcar a história do Sporting. Isso é que me deixa feliz, mas amanhã já estou a pensar no Alverca".

Leia a crónica do Flashscore