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Ainda não há propriamente excesso de opções, mas Genesio já pode hesitar entre alguns nomes na altura de escolher o seu onze inicial. No início da época, porém, entre saídas no mercado de transferências, a ausência de reforços e as lesões, o cenário parecia mais preocupante.
Genesio tinha então 11 titulares, dois ou três jogadores capazes de o serem e alguns jovens para compor o grupo ou jogar alguns minutos.
"Gostaríamos de ter um plantel mais completo, com mais jogadores experientes. A situação fez com que isso não fosse possível, já estávamos a par", explicou o treinador marselhês algumas horas depois do encerramento do mercado de verão, que viu seis titulares da época passada deixarem o Marselha.

"Temos jogadores que vão poder mostrar-se. Será preciso tirar 100% deste plantel, individual e colectivamente, com jovens que terão de estar prontos para aproveitar as oportunidades. Será preciso ser engenhoso e encontrar soluções", acrescentou.
Desde então, o departamento médico foi ficando gradualmente mais vazio e, antes da deslocação à Áustria para defrontar o Sturm Graz esta quinta-feira, o último jogador indisponível é o defesa-central canadiano Derek Cornelius.
Horizonte mais claro
Sobretudo, como Genesio tinha sugerido, alguns nomes inesperados efetivamente surgiram ou ressurgiram e o treinador pode fazer escolhas dentro de um leque um pouco mais vasto.
O meio-campo é um bom exemplo disso. Depois de ter estado durante muito tempo limitado a três jogadores – Angel Gomes, Himad Abdelli e Pierre-Emile Hojbjerg –, Genesio encontrou soluções, como demonstrou a vitória de domingo em casa do Angers (2-5).
Enquanto Hojbjerg, em fase de recuperação, não fazia parte do grupo e Geoffrey Kondogbia atuava como defesa-central, o Marselha dominou o centro do terreno graças a um trio inesperado e inexperiente, formado por Abdelli, Nouhoum Kamissoko e Tochukwu Nnadi.

"Jogámos com dois jogadores jovens e foram muito complementares. É um ponto muito positivo, dá-nos muitas opções numa zona do terreno muito importante para ganhar jogos", congratulou-se Genesio depois da partida.
"Também me permitem ter jogadores frescos em quase todos os jogos. Em breve teremos o regresso de Pierre-Emile, um elemento importante no jogo e em termos de experiência. Podemos dizer que o horizonte está a clarear um pouco", acrescentou o técnico marselhês.
Meïté está de volta
Em Angers, Nnadi (23 anos) e Kamissoko (21 anos) asseguraram um volume de corrida importante, que permitiu libertar Abdelli, autor da sua melhor exibição pelo Marselha ao atuar numa posição mais adiantada do que é habitual.
Chegado a Marselha no último inverno, Nnadi tinha jogado muito pouco até então. Outro jogador que atuava nas margens do plantel, Bamo Meïté, também foi titular pela primeira vez esta época, há uma semana, frente ao Olympiakos (derrota por 1-0).
De regresso a Marselha depois de dois empréstimos ao Montpellier e ao Lorient, o costa-marfinense esteve bem contra os gregos e tornou-se também uma opção para a equipa.
Entre os jovens, o extremo Keyliane Abdallah conquistou um lugar efetivo no grupo, enquanto o lateral-direito Kelyann Bezahaf já foi titular e entrou como suplente na Ligue 1.
Na quinta-feira, na Áustria, vários destes jogadores poderão voltar a ter uma oportunidade. Genesio e o Marselha precisam deles para finalmente desbloquearem a situação na Liga Europa, depois de duas derrotas iniciais, e para prepararem da melhor forma a recepção ao Le Havre no domingo, para o campeonato.
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