Farioli recupera Mora e recusa drama: "Há meses teríamos assinado para estar neste cenário"

Farioli
FarioliMANUEL FERNANDO ARAÚJO/LUSA

Leia abaixo as declarações do treinador do FC Porto, Francesco Farioli, na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Nottingham Forest, da primeira mão dos quartos de final, agendado para quinta-feira, às 20:00.

Acompanhe aqui as incidências e o relato do encontro

"Quando estamos 5% abaixo do nível, os jogos começam a complicar-se"

Antevisão: "Neste momento da competição, o nível de motivação não é tão alto. É um privilégio jogar uns quartos de final da Liga Europa com um adversário destes, estamos onde precisamos de estar a nível de compromisso e desejo de jogar todas as cartas".

Exibição aquém diante do Famalicão: "O sentimento é que não estivemos ao nosso nível no último jogo. Foi bem claro, foi o que disse ao intervalo, assim como outros jogadores. O golo do Seko Fofana podia ter mudado o resultado, mas não a performance. Já tinha dito o quão complicados são os jogos após uma pausa internacional, especialmente depois de jogos muito emotivos para alguns jogadores do nosso plantel. Vimos isso a acontecer em várias equipas de topo que tiveram dificuldades no fim de semana.

Últimos jogos do FC Porto
Últimos jogos do FC PortoFlashscore

Quando estamos 5% abaixo  do nível, os jogos começam a complicar-se, ainda por cima diante de adversários difíceis como o que nós defrontamos (Famalicão). Como disse, o golo do Seko Fofana podia ter mudado o resultado, mas não a nossa performance e o que nós exigimos, portanto foi muito importante regressar muito rápido ao que precisamos de melhorar. Agora estamos noutra competição, contra um adversário que nos vai exigir alguma adaptação porque mudou muito da última vez que nos encontramos. Preparamos vários cenários para estarmos prontos".

"Vítor Pereira escreveu páginas importantes no FC Porto"

Vítor Pereira conhece muito bem o FC Porto: "O adversário que vamos defrontar e o papel especial do Vítor Pereira neste clube é bem claro. Escreveu páginas importantes. Amanhã vem cá com uma equipa preparada para jogar ao mais alto nível, temos de estar preparados para competir na nossa melhor versão porque o adversário tem um treinador e um plantel de qualidade. Estão num bom momento desde que o Vítor tomou conta, isso vai forçar-nos a ser a nossa melhor versão. Contra um adversário que conhecemos, mas que mudou algumas coisas. Temos de estar atentos a mudanças no onze, na pressão. Temos de estar preparados para os vários cenários".

Ouça o relato no site ou na app
Ouça o relato no site ou na appFlashscore

Rodrigo Mora "já treinou e está preparado"

Gerir o plantel após o empate sofrido no fim: "Não foi a primeira vez. Quando terminamos o ciclo de jogos com o SC Braga vim cá para acalmar alguns dos seus colegas que estavam muito entusiasmados com as nossas vitórias e a passagem diante do Estugarda. Agora não pode ser um drama porque empatamos um jogo. Queríamos ganhar e sofrer o empate no último lance do jogo, naquela circunstância, foi ainda mais doloroso, mas quando viramos a página as coisas parecem fantásticas. Temos de virar a página muito rápida depois de uma má performance e um resultado não tão bom. É importante fazer uma verificação de realidade, estamos em abril, há meses teríamos assinado por baixo estar neste cenário: em primeiro lugar, na meia-final da Taça de Portugal e nos quartos de final da Liga Europa. Vamos avançar, com humildade, ambição e clareza de estarmos onde estamos pelo trabalho que temos feito".

Possível penálti do Zaidu: "Vi e para mim não é penálti". 

Rodrigo Mora recuperado e rotação: "O Rodrigo teve um problema com espasmos na coxa e cãibras pesadas. Mas depois de todos os exames tudo estava limpo, esteve dois dias em tratamento e treino individual, hoje já treinou com a equipa e está preparado. Quanto  à rotação, dêem-me uma pequena hipótese de ter o onze para amanhã um pouco em aberto".  

Próximos jogos do FC Porto
Próximos jogos do FC PortoFlashscore

"Não estamos aqui para ser vítimas"

FC Porto é favorito na eliminatória: "Em todos os jogos que disputámos a este nível, é difícil dizer quem é o favorito. Temos uma oportunidade de avançar, sentimos que podemos jogar todas as nossas cartas, do outro lado não nos podemos esquecer do adversário que está diante de nós. Talvez possamos ter uma ideia diferente ao olhar para a tabela da Premier League, mas falamos da melhor liga do mundo e de uma equipa que esteve no top 5 durante grande parte da temporada passada, investiu quase 250 milhões de euros nos últimos mercados, com um plantel com qualidade suficiente para ser um dos candidatos a vencer a Liga Europa. Mas não estamos aqui para ser vítimas, queremos jogar todas as nossas cartas e chegar a Istambul".

Oito golos sofridos nos últimos oito jogos: "Não fizemos muitas mudanças na preparação. Para manter o registo defensivo que tivemos, em que foi quase impossível fazer um golo e muito difícil rematarem à baliza, significa que tudo correu bem, tudo esteve no topo e requer um nível de atenção que gasta muita energia. No último jogo, não concedemos muitas oportunidades e nas que concedemos tivemos alguma falta de eficácia ou de atenção aos detalhes. Temos de voltar ao mesmo desejo e atitude de não sofrer. É algo absolutamente chave neste período da época. Temos de manter a mesma fome e paixão que colocamos sempre em campo".

"Sempre estive muito ligado emocionalmente"

Equilíbrio emocional: "No golo do Frohodlt, foi um festejo engraçado e ele mereceu porque foi um grande golo. Sobre o pedaço de arte que o Seko Fofana fez no último jogo, levou a minha emoção porque foi um grande golo. A parte emocional vai desempenhar um grande papel. Nesse aspeto, sempre estive muito ligado emocionalmente ao jogo, podem ir ao meu passado ver, faz parte da minha forma de estar porque nos esforçamos demasiado. Quando vemos golos assim, é normal estar ligado ao ambiente. Mas isso não deveria distrair-nos do jogo e acho que não é isso que se passa".

Características atuais do Nottingham Forest são mais favoráveis para o FC Porto: "É difícil de dizer, porque a última vez que jogamos com eles foi o primeiro jogo do Sean Dyche, muito do trabalho tinha sido feito pelo Ange (Postecoglou). Mas tenho memórias positivas do jogo que fizemos lá, sofremos através de duas grandes penalidades e fizemos um bom jogo. Agora falamos de uma realidade completamente diferente, é uma equipa em melhor momento, com bons resultados diferentes e com muitas qualidades diferentes: têm excelentes perfis nos quatro ou cinco extremos que podem colocar em campo, os avançados são fortes a atacar o espaço e como referências, é uma equipa forte no meio-campo e nas bolas paradas... Há tantos fatores que podem determinar o jogo, que é difícil dizer qual é a versão que é o melhor encaixe para nós. Vamos precisar de estar no nosso melhor. O foco está nas 24 ou 30 horas antes do jogo, para preparar os pequenos detalhes e chegar ao jogo com desejo de colocar em campo uma grande exibição, com os adeptos ao nosso lado".