Liga Europa: As declarações dos treinadores após o SC Braga-Nottingham Forest (1-0)

Carlos Vicens com Sean Dyche antes do SC Braga-Nottingham Forest
Carlos Vicens com Sean Dyche antes do SC Braga-Nottingham ForestSportPix / ddp USA / Profimedia

Declarações após o jogo da sétima jornada da fase de liga da Liga Europa, entre SC Braga e Nottingham Forest (1-0), que decorreu esta quinta-feira no Estádio Municipal de Braga.

Recorde as incidências da partida

Carlos Vicens (treinador do SC Braga): 

“O Hornicek voltou a ser decisivo em várias intervenções, tem ajudado a equipa em toda a temporada e a equipa tem-nos ajudado também. Obviamente é muito visível quando defendes um penálti, mas também houve intervenções decisivas de outros jogadores que são invisíveis e que nos ajudaram muito também a alcançar esta vitória que deixa intacta a ambição de nos apurarmos de forma direta.

Era importante jogar com personalidade e muito importante assumirmo-nos, não era possível sobrevivermos hoje escondendo-nos. A equipa esforçou-se muitíssimo, há jogos em que vais sofrer, mas como sobrevives futebolisticamente a esses momentos é que é importante, e pudemos ver que isto é uma equipa. Há felicidade no balneário, apesar de uns jogarem mais que outros.

Ser mais consistente? Não concordo, porque o SC Braga entra para ganhar todos os jogos, já ganhámos com equipas da parte mais baixa da tabela, já empatámos e perdemos, já houve de tudo. A equipa deu a cara sempre, temos coisas para melhorar, claro que sim, quando temos 38 jogos oficiais a 22 de janeiro, com um treinador novo, ideias novas, é normal que haja altos e baixos.

Seria muito importante o acesso direto porque dá-te ‘ar’ em fevereiro e porque financeiramente também seria muito importante para o clube. Temos a ambição de nos qualificarmos para os ‘oitavos’ e depois disso temos que ver qual o sorteio. Falta-nos um jogo nos Países Baixos (Go Ahead Eagles) que queremos ganhar. Jogámos contra equipas de muito alto nível e a equipa deu a resposta que se viu, mas com 16 pontos ainda precisamos de jogar a passagem na última jornada.

(Vitória importante após semana negra?) Gostamos de dar boas notícias, e isso passa por vitórias. Doeu aos adeptos não poder ganhar a final da Taça da Liga (diante do Vitória SC) e depois aquele jogo em Fafe (eliminação da Taça de Portugal) doeu a todos, mas depois demos a volta com as vitórias em Tondela e a vitória de hoje.

(Lesão de Niakaté?) Vamos ver, e depois ver também se o Barisic está pronto para jogar já.

Sean Dyche (treinador do Nottingham Forest):

“Devíamos ter feito muito melhor, foi um jogo lento, o relvado não ajudou, mas não é culpa de ninguém. Este é um estádio frio, com uma atmosfera estranha, não se sente o barulho (dos adeptos). Os nossos adeptos foram fantásticos, mas estavam muito longe. Não fizemos uma boa performance e estou desapontado. Não foi um jogo brilhante, mas na segunda parte estivemos melhor, e depois foi um minuto de total loucura.

Não devíamos ter sofrido o golo e se tivéssemos marcado o penálti tudo teria sido diferente. A Premier League é a nossa prioridade, mas a Liga Europa também tem importância. Tínhamos um empate e três vitórias (após a chegada ao comando técnico da equipa) e percebo a frustração dos adeptos.

Tivemos algumas situações na segunda parte, mas não tivemos instinto ‘matador’, o que já se vem repetindo.

Frustração? A expectativa é alta tendo em conta o percurso da época passada antes da minha chegada e sei que as pessoas esperavam que isso continuasse, mas sabíamos que não ia ser fácil, até porque estamos envolvidos em várias competições. Somámos quatro pontos no campeonato nos últimos dois jogos, um contra uma equipa poderosa como o Arsenal.

Se FC Porto e SC Braga poderiam competir na Premier League? Não sei, só estando lá é que se poderia saber, só posso dizer é que os treinadores e jogadores dizem que é o melhor campeonato do mundo, o mais difícil e competitivo. É um grande desafio para todas as equipas e treinadores”.

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