Recorde as incidências da partida
Carlos Vicens (treinador do SC Braga):
“Há sempre segredos táticos e coisas a trabalhar, mas era muito claro o que queríamos, tínhamos de ‘virar’ uma desvantagem de dois golos. Sabíamos que tínhamos de entrar fortes. Os adeptos ajudaram-nos a ter a força extra para dar a volta a isto. Mostrámos muito acerto. Na primeira mão, se tivéssemos tido um pouquinho mais de acerto, poderíamos ter conseguido outro resultado. Conseguimos quatro golos e vencemos bem.
É um dia feliz. Conseguimos uma vitória muito importante numa competição em que fizemos um trabalho muito bom. Deixar-me-ia alguma tristeza deixar a competição. A reviravolta era uma oportunidade para reivindicar o nosso valor. O jogo não foi bom na semana passada (derrota por 2-0, na primeira mão), mas o resultado foi penalizador. Hoje, fomos uma equipa mais agressiva e sempre próxima da área contrária. Marcámos cedo, o que nos deu confiança e energia para manter o nível. O jogo exigia um esforço muito elevado. O adversário esteve sempre longe da nossa baliza.
Os ‘timings’ de pressão foram melhores hoje. Ajustámos a equipa para defrontar um adversário físico, que pressiona ‘homem a homem’. É preciso ter personalidade para defrontar uma equipa assim. A equipa foi ‘viva’ e inteligente, articulando entre um futebol mais apoiado e um futebol mais direto.
A primeira coisa que disse no balneário na semana passada (após a derrota com o Ferencváros) foi enviar uma mensagem à equipa. Era possível dar a volta. Isso pode ter tido um impacto no plantel para acreditar que poderia ‘virar’ o resultado.
Ficaríamos encantados se o Ricardo (Horta) fosse ao Mundial-2026. Ele merece isso, mas Portugal tem um leque de talentos impressionante. O Ricardo enquadra-se nesses talentos.
Temos três dias para recuperar e preparar um jogo muito difícil contra o FC Porto (no domingo). Será um jogo de alto nível. Trabalharei para os jogadores não perderem o foco na pausa competitiva para o primeiro duelo na Liga a seguir à paragem, com o Moreirense, e depois pensarei nos quartos de final da Liga Europa”.
Robbie Keane (treinador do Ferencváros):
“Parabéns ao SC Braga. É uma equipa muito boa, com um excelente treinador. Sofremos três golos em que fomos incapazes de deixar os jogadores do SC Braga em fora de jogo. Temos de rever o nosso posicionamento. O quarto golo é um grande golo.
Sabíamos que hoje era uma tarefa árdua contra uma equipa de topo. As equipas portuguesas controlam muito bem a posse de bola. É difícil jogar contra elas. Tenho de agradecer aos jogadores pelo que fizeram na Liga Europa. Não temos de ficar desapontados. Ninguém gosta de perder, mas, na globalidade, a equipa fez uma Liga Europa incrível. Fixámos uma fasquia. Agora temos de estar à altura dela. Estou orgulhoso do que fizeram.
Se cometermos erros a este nível, sofremos golos. Quando se joga contra jogadores de alto nível, eles marcam assim que se lhes dá algum espaço. Eu sei isso, porque também joguei a alto nível. Os meus jogadores têm de continuar a melhorar. O meu trabalho como treinador é fazer com que os jogadores melhorem.
Ao intervalo, disse aos jogadores para esquecerem o resultado. Estávamos a perder 1-0, não 3-0. Superámo-nos no primeiro jogo (que o Ferencváros venceu por 2-0). Não tenho nada a dizer sobre a atitude dos jogadores.
Jogámos contra grandes equipas. Estamos a falar de equipas com jogadores avaliados em vários milhões de euros. Fizemos um percurso incrível, que permitiu aos nossos jogadores evoluírem e que granjeou respeito ao Ferencváros”.
