A análise feita pela Associação Empresarial de Braga (AEB), e apresentada esta quinta-feira na sua sede, em Braga, incidiu sobre os padrões de consumo associados aos jogos em casa do SC Braga da fase de grupos da Liga Europa na hotelaria, restauração, comércio e serviços da cidade, com base nas transações com cartões bancários por adeptos estrangeiros nas semanas dessas partidas.
A metodologia usada pela AEB foi baseada na análise das transações eletrónicas realizadas em Braga, na rede SIBS (rede multibanco e MB WAY), por cartões bancários emitidos nos países das equipas adversárias, comparando o volume de despesa registado na semana de cada jogo com a média verificada nas três semanas anteriores, permitindo “isolar, com elevado grau de fiabilidade, o impacto económico direto associado à presença dos adeptos visitantes”, explicou o presidente da associação, Daniel Vilaça.
Dessa forma, o jogo com os ingleses do Nottingham Forest foi o de maior impacto económico, com 659 mil euros, seguido do encontro frente aos belgas do Genk, com 293 mil euros, e com os neerlandeses do Feyenoord, com 237 mil euros.

A receção ao Estrela Vermelha, único que começou às 17:45, contribuiu com cerca de 29 mil euros, tendo o presidente da AEB lamentado “as restrições impostas pelas autoridades”, que levaram a que a maioria dos adeptos sérvios tivesse ficado alojada no Porto por questões de segurança.
No total, os quatro jogos representaram um impacto direto superior a 1,2 milhões de euros, sendo que o presidente do SC Braga defendeu que esse é um valor que “peca por defeito”, porque “não foram contabilizados os gastos em numerário nem os três jogos da fase de apuramento”.
António Salvador estimou, por isso, em “mais de dois milhões de euros” o valor real desse impacto na economia local, e que vai ainda ser maior, já que o SC Braga vai disputar pelo menos mais um jogo em casa, dos oitavos de final da prova.
“Este é um exemplo claro de como o desporto pode ser um verdadeiro motor de dinamização económica”, referiu o líder da AEB, que frisou ainda os “efeitos indiretos e induzidos muito relevantes, desde a promoção internacional da marca Braga, até ao reforço da sua atratividade turística e económica”.
Já António Salvador reforçou a ideia de que o clube “é um ativo estratégico para a cidade e para a região” e pediu a colaboração de todas as instituições locais para que “a cidade e o seu tecido empresarial fiquem ainda mais a ganhar”.
