México: Paulinho marca ao Juárez de Pedro Caixinha e Toluca (3-1) segue no encalce do Cruz Azul

O Toluca fez a festa
O Toluca fez a festaRODRIGO OROPEZA / GETTY IMAGES SOUTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

O Toluca manteve a sua perseguição frenética ao líder Cruz Azul ao vencer por 3-1 o Juárez este domingo, na décima jornada do Clausura 2026 do futebol mexicano, que terminou com o primeiro triunfo no torneio do último classificado, o Santos, que venceu fora por 2-1 o Tijuana.

Toluca 3-1 Juárez

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No estádio Nemesio Diez, com o seu sétimo triunfo na competição, os Diablos Rojos do Toluca alcançaram os 24 pontos, mantendo-se como perseguidores dos cementeros do Cruz Azul, que no sábado chegaram aos 25 pontos com uma vitória confortável por 3-0 frente ao Atlético San Luis.

Além disso, a equipa escarlate orientada pelo argentino Antonio El Turco Mohamed manteve-se invicta e continua a ser a defesa mais sólida da prova, com apenas cinco golos sofridos, depois de vencer por 3-1 o Juárez, orientado por Pedro Caixinha e que não teve Ricardinho lesionado.

"Hoje jogaram oito jogadores que não tinham ritmo, estiveram muito bem e a equipa conseguiu manter a sua identidade. No geral, fizemos um grande jogo e mantemos a posição na tabela", destacou Mohamed.

Os Bravos de Juárez, treinados pelo português Pedro Caixinha, ficaram com 10 pontos na 12.ª posição.

Caixinha considerou que a arbitragem prejudicou a sua equipa "em dois momentos decisivos". Primeiro, ao não ser assinalado como penálti um pisão sobre o médio panamiano José Luis Rodríguez.

"Quando o VAR te chama, algo está lá; teria sido o empate (1-1) num momento delicado do jogo, e o lance do 2-0 para o Toluca (resultante de um livre contra), para mim nem falta era".

O Toluca venceu com golos do brasileiro Hélio Nunes (54' penálti), Antonio Briseño (70') e do português Paulinho (90'+8). O internacional luso chegou aos seis golos no torneio, ficando a três do líder dos artilheiros, o brasileiro João Pedro, do Atlético San Luis.

A equipa de Juárez reduziu com um golo do brasileiro Guilherme Castilho (72').

Os dois milagres do Santos Laguna

Além de conquistar o seu primeiro triunfo neste Clausura 2026, por 2-1 frente ao Tijuana (15.º) no estádio Caliente, o Santos Laguna (18.º) quebrou uma maldição de 737 dias sem vencer fora de casa.

Os Guerreros do Santos, orientados pelo mexicano Roberto Tapia, chegaram aos cinco pontos e voltaram a celebrar um triunfo fora; o anterior tinha sido a 1 de março de 2024 frente ao Querétaro no estádio La Corregidora.

O argentino Ezequiel Bullaude (53') e Jesús Ocejo (90'+10) marcaram os golos para a vitória dramática dos Guerreros. Antes do 2-1, aos 90'+8, à equipa santista foi anulado um golo marcado pelo argentino Lucas di Yorio por fora de jogo. Com a revisão do VAR foram acrescentados dois minutos, e nesse período de compensação surgiu o golo de Ocejo.

Os Xoloitzcuintles do Tijuana, orientados pelo uruguaio Sebastián El Loco Abreu, somaram o oitavo jogo sem vencer e mantiveram-se com nove pontos. Jesús Gómez (72') marcou pelos Xolos, que terminaram com 10 jogadores devido à expulsão do defesa equatoriano ex-Boavista, Jackson Porozo, ao minuto 59.