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Na terceira temporada após a descida de divisão, o Marítimo volta a sonhar com o regresso ao principal escalão do futebol português. Os insulares seguem na liderança isolada do campeonato, com uma vantagem de sete pontos sobre o segundo classificado, o Académico, e de dez em relação ao terceiro, a equipa B do Sporting.
Vitamina M: Moita sucedeu a Matos
A época 2025/26 começou com uma aposta ousada em Vítor Matos, antigo adjunto de Jürgen Klopp, que abraçou no arquipélago da Madeira o primeiro desafio como treinador principal. De aposta de risco a certeza, a aventura durou apenas três meses: o Swansea surgiu para acionar a cláusula de rescisão do jovem técnico e levá-lo para o País de Gales, rumo ao Championship.
Após 11 jornadas, Matos deixou o conjunto insular no 3.º lugar, a três pontos do então líder Sporting B, fruto de seis vitórias, dois empates e três derrotas. A equipa apresentava ainda um saldo de 13 golos marcados e oito sofridos, obrigando o Marítimo a procurar uma solução que não desviasse o grupo do objetivo principal: o regresso à Liga.

A direção do emblema madeirense manteve a mesma linha de pensamento e apostou em Miguel Moita, antigo adjunto de Leonardo Jardim, também ele a viver a primeira experiência como treinador principal. A resposta foi categórica: em seis jornadas sob o comando do novo técnico, o Marítimo disparou no topo da tabela classificativa.
Nesse período, os insulares somaram cinco vitórias e um empate, marcaram 16 golos e sofreram apenas quatro. Lideram o campeonato com sete pontos de vantagem sobre o segundo classificado, o Académico, e dez sobre o terceiro, o Sporting B. Com Miguel Moita, o Marítimo passou a registar uma média de 2,66 golos por jogo, superior à média global da equipa na prova (1,72).
Marítimo dá-se bem fora da Madeira
Os números são como o algodão: não enganam. Miguel Moita já superou os registos de Nelo Vingada e Daniel Ramos e igualou o do brasileiro Paulo Autuori, que, na época 1990/91, também somou cinco vitórias e um empate nos seis primeiros jogos ao serviço do Marítimo. Assim, a receção ao Felgueiras, marcada para este sábado, pode significar um novo marco histórico para o técnico.
O jogo realiza-se no Funchal, mas importa sublinhar que este Marítimo tem passado muito bom tempo longe da Madeira. Os insulares apresentam o melhor registo fora de portas na presente temporada, com oito vitórias e apenas uma derrota, sendo ainda o melhor ataque visitante da prova (19 golos marcados) e a defesa menos batida (quatro sofridos).

Em suma, sopram ventos auspiciosos para o lado do Marítimo e, no horizonte, já se vislumbra a Liga. Ainda assim, a mensagem interna é clara: não há lugar a facilitismos. Miguel Moita quer continuar a construir uma equipa competitiva, forte nos duelos e ambiciosa, capaz de recolocar o clube no patamar mais alto do futebol português.
