Recorde as incidências da partida
Não foi um jogo fácil para quem esteve nas quatro linhas, nem para quem acompanhou nas bancadas. Ainda assim, chuva, granizo, vento e um relvado difícil não estragaram o espetáculo na Capital do Móvel, onde o Académico entrou melhor e o Paços acabou por equilibrar com o passar dos minutos.

Zamora e João Guilherme obrigaram Rafa Oliveira a duas boas intervenções nos primeiros dez minutos de jogo, mas Miguel Falé respondeu com uma excelente defesa de Domen Gril, que evitou o primeiro golo da partida num lance de um para um com o avançado pacense, de regresso ao futebol português.
Na fase mais adversa do encontro, Iuri Moreira (36’) esteve perto de ter uma estreia de sonho com a camisola do Paços, mas acertou no poste esquerdo após um remate cruzado, levando o nulo para o intervalo.
Na segunda parte, o Académico foi eficaz e marcou logo no primeiro lance. Francisco Ramos desviou a bola com o braço e, após análise do VAR, André Clóvis (50’) consolidou a liderança da lista de marcadores ao converter a grande penalidade.
Apesar da adversidade, o Paços continuou à procura do golo e foi ameaçando a baliza de Gril, com Iuri Moreira (66’) a ver o empate anulado por falta ofensiva. Perto do final, Lumungo (85’) e Tiago Ferreira (90+2') estiveram muito perto do empate, mas o Paços de Ferreira não desistiu e aproveitou o tempo extra para um final épico que pode fazer toda a diferença nas contas da manutenção.
João Victor (90+11') converteu um penálti por mão de Samba Kone e, logo no lance seguinte, Diego Fernandes (90+13') estreou-se a marcar pelos castores para virar o marcador e tirar o conjunto nortenho da zona de descida. Com este resultado, o Paços sobe ao 12.º lugar, com 22 pontos, enquanto o Académico é 2.º, com 32, mas pode ser igualado pelo Sporting B, que ainda joga esta jornada.

