AFS 0-1 Sporting B
A partida ficou marcada pela expulsão de Rodrigo Pinho, reforço do AFS, ainda na primeira parte, por uma entrada dura sobre Micael Sanhá. O avançado brasileiro, que rescindiu com o Estrela, chegou atrasado e atingiu o calcanhar do ala leonino com a chuteira.

O AFS, que está de volta ao segundo escalão, não tinha conseguido grandes aproximações à baliza do Sporting B, com exceção de um cabeceamento de Rosic, mas depois de ficar reduzido a 10 ficou ainda mais distante da área leonina.
Apesar das dificuldades no segundo tempo, o AFS foi resistindo, perante boas ocasiões de Eduardo Felicíssimo, Mauro Couto e Ivanildo Mendes, e quase foi feliz, num remate de Tunde que bateu no poste da baliza de Guilherme Pires.
Depois de ficar perto do 1-0, a equipa da casa acabou por ceder. Mauro Couto trabalhou bem o lance da direita para o centro e assistiu Samuel Justo (86'). Em esforço, o médio sportinguista rematou com o bico do pé e bateu Dani Rebollo para ditar o triunfo verde e branco.

Feirense 0-0 Felgueiras
Os fogaceiros estrearam-se no campeonato em casa emprestada no Olival, devido ao estado do relvado no Estádio Marcolino Castro. Os felgueirenses até entraram bem com remates de longa distância nos primeiros minutos, mas o vento que se fez sentir parece tê-los empurrado para trás e valeu a atenção de Mateus Pasinato, a evitar o primeiro golo em diversas ocasiões, nomeadamente um desvio de calcanhar de Isaac Valença.

Com uma alteração para cada lado, a segunda parte teve uma história diferente. Pouco depois do reatamento, o Felgueiras ficou perto do golo inaugural num cruzamento ao qual Lucas Duarte não conseguiu chegar e Michel Costa falhou o desvio ao segundo poste. Era notória a melhoria dos nortenhos, mas os fogaceiros ripostaram com André Lopes e Gustavo Santos e voltaram a assumir as despesas. Aos 72', houve um cartão amarelo mostrado a Desmond Nketia por simulação, embora as imagens mostrem um empurrão do defesa.
Até ao apito final, foi o Feirense quem mais fez para conquistar os três pontos, mas faltou discernimento e compostura às duas equipas para conseguir colocar a bola na baliza. Assim sendo, o primeiro nulo do campeonato dita um ponto para cada lado.

Vizela 1-0 UD Leiria
Vizela e União de Leiria procuram regressar ao primeiro escalão. Na época passada, as duas equipas correram por fora e acordaram demasiado tarde para sonhar com a promoção à Liga Portugal, pelo que um arranque com o pé direito permitiria afastar os fantasmas da época passada.

A equipa da casa surpreendeu com Morschel, referência ofensiva da equipa, que começou no banco por ainda não se encontrar em plenas condições físicas, segundo o técnico vizelense, mas a verdade é que a ausência do internacional pela República Dominicana não se fez sentir.
O Vizela entrou melhor e pisou mais vezes os terrenos ofensivos, com Lacava e Thio, especialmente, a desequilibrarem pelos flancos, mas Juan Muñoz, segundo melhor marcador da Liga 2 na época passada, quase castigou a falta de objetividade da equipa da casa com um remate potente à trave da baliza vizelense.
A resposta surgiu apenas três minutos depois, num remate de Bright Godwin que também bateu no ferro, mas a resistência leiriense não resistiu muito mais tempo. Aos 44 minutos, Thio, numa jogada individual pelo corredor direito, deixou Baró pelo caminho e rematou forte. Odenhal ainda tocou com a ponta da luva, mas não evitou o 1-0.
Na segunda parte, o ascendente da partida não se alterou e Matías Lacava podia mesmo ter aumentado a vantagem para o Vizela, num cruzamento que desviou em Miguel Maga e bateu no poste da baliza de Odenhal.
Depois de uma pré-época pouco convincente (cinco derrotas em seis jogos), o Vizela baixou linhas e procurou a velocidade dos flancos para sentenciar a partida. O segundo golo acabou por não surgir, mas também não foi preciso porque Gomis evitou o golo de Tharlley (90') com uma intervenção que valeu os três pontos.

Farense 2-1 Torreense
As expectativas são altas, mas o Torreense esteve longe de impressionar no arranque da Liga 2 e foi inferior a um Farense que só conseguiu a permanência no play-off e que olha com ambição para esta temporada. Uma ambição comprovada com a boa exibição caseira diante de um dos principais candidatos à subida.

O conjunto de José Faria começou a partida por cima e tentou as primeiras aproximações à baliza por Mattheus Oliveira. O brasileiro, filho de Bebeto, voltou ao futebol português e tentou bater Adriel com dois remates de fora da área, um deles de pé direito, mas sem conseguir incomodar verdadeiramente o antigo guarda-redes do AFS.
A equipa algarvia estava por cima e chegou mesmo ao golo por Cuba (31'), mas o lance foi invaliado por fora de jogo. Os nove centímetros do avançado alentejano adiaram as celebrações da equipa da casa, que podia ter marcado ainda na primeira parte, não fossem as interceções de Jatta e Stopira, após cabeceamentos de Gonçalo Silva (36') e João Resende (45+1').
O 1-0 não surgiu no primeiro tempo, mas apareceu logo no arranque da segunda parte, precisamente por Gonçalo Silva (47'). O defesa-central apareceu na área do Torreense e abriu o marcador depois do primeiro desvio de Zolotic, na sequência de um cruzamento de Mattheus.
A resposta do conjunto de Torres Vedras foi eficaz e também surgiu após um cruzamento, finalizado por André Simões (49'), mas nem o golo do empate travou a superioridade do Farense, que voltou à liderança do marcador por André Candeias (56'), que conseguiu antecipar-se a Javi Vásquez para fazer o 2-1 final.
No período de descontos, Drameh (90+4'), de cabeça, ainda ameaçou o empate para o Torreense, mas faltou energia à equipa de Luís Tralhão, que, depois de perder a Supertaça frente ao FC Porto, entrou em falso na Liga 2.

