Uma carreira longa e com um número redondo de golos. Depois de celebrar em 200 ocasiões, Nenê decidiu pôr um ponto final numa carreira longa, que tinha começado em 2003, no São Bento, do Brasil.
O avançado chegou cedo a Portugal e brilhou no Nacional da Madeira, onde fez 25 golos em apenas uma época. Os números, atípicos numa equipa que não luta pelo título, serviram para ser o melhor marcador da Liga Portugal 2008/09 e para sair para Itália, onde esteve durante nove anos.
Cagliari, Hellas Verona, Spezia e Bari: foram estes os quatro clubes representados por Nenê em solo italiano. Em todos marcou golos, embora os seus anos produtivos tenham sido mesmo em Portugal.
Em 2018, regressou ao país para jogar no Moreirense, mas o que parecia o fim da carreira foi o início de uma nova fase, que o levou a outros três clubes para lá dos cónegos. Destacou-se no Leixões e no Vilafranquense, mas foi no AFS que brilhou, ao ponto de voltar a ser distinguido como melhor marcador de um campeonato, o da Liga 2, depois do contributo decisivo para a subida do clube ao primeiro escalão, com 23 golos no campeonato.
Após a promoção, continuou no AFS, onde marcou mais 10 golos em duas épocas, tornando-se o segundo jogador mais velho da história da Liga Portugal a fazer um golo, insuficiente, no entanto, para evitar o regresso do clube à Liga 2.

Em 2026/27, o AFS pretende voltar a celebrar a promoção ao lado de Nenê, mas com o brasileiro agora noutras funções. Aos 43 anos, segue-se uma nova etapa para um goleador de fino recorte técnico que deixou marca em Portugal.
