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Reinaldo Teixeira confia na conclusão da centralização dos direitos audiovisuais até 2027

Reinaldo Teixeira confia na conclusão da centralização dos direitos audiovisuais até 2027
Reinaldo Teixeira confia na conclusão da centralização dos direitos audiovisuais até 2027Profimedia

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) manifestou-se confiante que o processo de centralização dos direitos audiovisuais das competições fique concluído, na pior das hipóteses, no final de 2027.

Reinaldo Teixeira protagonizou um dos painéis da manhã do primeiro dos três dias da conferência Portugal Football Summit, na Cidade do Futebol, em Oeiras, aproveitando para fazer um balanço da sua presidência, iniciada em 11 de abril de 2025, para o período remanescente do mandato iniciado por Pedro Proença, atual presidente federativo, em 2023.

Reconhecendo algumas dificuldades na transição, com o esvaziamento de alguns setores do organismo – “a Fundação ficou vazia” –, Reinaldo Teixeira reconheceu o processo de centralização dos direitos audiovisuais como o dossiê mais “desafiante e marcante” destes meses, enaltecendo a discussão e a aprovação, com um voto contra e uma abstenção.

“A venda dos direitos televisivos vai seguir três passos, com o leilão da produção a acontecer até ao final do ano, a venda dos direitos domésticos, entre janeiro e março de 2027, e, depois, dos direitos internacionais, até ao final da época (26/27), se tudo correr bem, ou até dezembro de 2027, se correr mal”, detalhou.

O presidente da LPFP assegurou que os atuais operadores televisivos com direitos de jogos das competições profissionais nacionais – SportTV e TVI – estão satisfeitos, considerando que “a qualidade do produto futebol português é apetecível e outros operadores também estejam interessados”.

Apesar de se recusar a concentrar nos aspetos “menos positivos”, o responsável reconheceu que “tudo o que é ruído não ajuda”, para, depois, destacar alguns aspetos estatísticos sobre o aumento do tempo útil de jogo ou da assistência nas competições e apelar à clarificação e à paz no setor.

“Queremos paz total, se alguém tiver de ser penalizado, mas também pretendemos que, quem não tem razão e provoca ruído para prejudicar, seja punido. Eu acho que é justo e positivo ver-se o que está mal para se colocar bem”, vincou Reinaldo Teixeira, antes de recordar o peso económico do futebol, com “ativos de dois mil milhões, receitas de mil milhões e o pagamento de 300 milhões de impostos”.

A segunda edição da conferência Portugal Football Summit decorre até sexta-feira, na Cidade do Futebol, em Oeiras.

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