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A equipa de César Peixoto continua a ser vista como a grande sensação da temporada. Apesar da distância de cinco pontos para o quarto lugar começar a parecer difícil de recuperar, tendo em conta a qualidade do SC Braga, a quinta posição surge agora como o principal objetivo do Gil Vicente.
Numa luta minhota, com o Estoril como intruso, Famalicão, Moreirense e Vitória SC procuram roubar o lugar que pertence atualmente aos gilistas, pelo que esta fase da temporada obriga a cuidados extremos.
Apesar da necessidade de olhar para a época atual, a direção também já começou a pensar no futuro. Depois das saídas rentáveis de Pablo e Andrew e da renovação de César Peixoto, Murilo foi o mais recente jogador a prolongar o vínculo com o emblema minhoto.
Aos 31 anos, o extremo brasileiro não deve ser visto como uma oportunidade de negócio, mas sim como uma referência a curto prazo.
Após a saída de Pablo, Murilo assumiu um estatuto ainda mais relevante no ataque do Gil Vicente. Figura dominante no corredor direito, o extremo atravessa uma das melhores fases da carreira e já soma sete golos neste regresso ao futebol português, cinco deles apontados neste ano civil.

Os 14 tentos que marcou na época de estreia em Portugal, quando representou o Nacional na Liga 2, parecem já difíceis de alcançar, mas Murilo tem vindo a mostrar estar num momento de grande forma para contribuir para o apuramento do Gil Vicente para as competições europeias.
Referência ofensiva da equipa de César Peixoto, é o jogador com mais remates à baliza (22) no plantel e apresenta o segundo melhor rácio de minutos por golo (257). Destaca-se ainda no capítulo do drible, com 25 ações bem-sucedidas.

Com quatro assistências esta temporada, lidera também a equipa no número de cruzamentos efetuados (121) e é uma fonte constante de perigo na marcação de pontapés de canto. Não por acaso, cinco dos 37 golos dos galos surgiram na sequência deste tipo de lances.
Depois de chegar a Portugal como um jovem irreverente e veloz, Murilo vive agora uma fase bem diferente da carreira e apresenta-se como o segundo jogador mais experiente do plantel, apenas atrás de Buatu (32 anos).

Neste regresso a Barcelos, o extremo natural de São José do Norte tem demonstrado que, mesmo tendo perdido parte da velocidade que o caracterizava no início da carreira, ganhou maturidade e capacidade de decisão, qualidades que podem revelar-se decisivas para devolver o Gil Vicente às competições europeias.
Já diante do Alverca, conseguirá o novo líder gilista manter a veia goleadora e ajudar a cimentar o 5.º lugar?

