Recorde as incidências da partida
José Mourinho tinha ficado satisfeito com a exibição do miúdo e a oportunidade surgiu. A estreia na Liga foi feita na Choupana, onde o nevoeiro, preocupação e tema de conversa nos dias e horas que antecedem cada partida dos grandes e não incomoda nas outras jornadas, deu tréguas. Sem o castigado Richard Ríos, Aursnes surgiu no miolo e o jovem extremo foi titular diante de um Nacional que prometia ser um adversário exigente, ainda que os minutos iniciais tenham dado uma sensação diferente.

Parte de partes distintas
Há um chavão no futebol quando uma equipa está melhor na primeira parte e outra na segunda, mas houve um ligeiro twist na Choupana. O Benfica entrou com tudo e foi dando esperança aos seus adeptos de um jogo tranquilo e uma vitória convincente antes do Clássico.
Dinâmica, a equipa encarnada utilizou o flanco direito com frequência, procurando a ligação entre Barreiro e o jovem Rodrigo Rêgo, que não funcionou na perfeição, mas durante alguns minutos foi a melhor ideia ofensiva da equipa de José Mourinho, que obrigou Kaique a estar muito interventivo durante 25 minutos.

O guardião brasileiro negou o golo a Barreiro em duas ocasiões (6' e 10') e viu Sudakov e Pavlidis tentarem visar a sua baliza com remates de fora da área, mas depois do melhor período das águias, que acabou com mais uma defesa a dois tempos do guardião insular a cabeceamento de Pavlidis, novamente após cruzamento de Rodrigo Rêgo, o Nacional começou a perceber quais as ideias da formação lisboeta.
A equipa de Tiago Margarido teve dificuldades para ter bola e até para explorar os contra-ataques, facilmente anulados pela pressão benfiquista, mas quando Paulinho Bóia e Nourani começaram a dar oxigénio aos madeirenses, o jogo equilibrou.

Curiosamente, Trubin continuou sem fazer uma única defesa na primeira parte, uma vez que o Nacional nem esboçou uma tentativa de remate, enquanto Kaique foi finalmente batido por Pavlidis (43'), mas o lance acabou por ser invalidado por fora de jogo do avançado grego, depois de a bola ressaltar em Rodrigo Rêgo.
O intervalo serviu para acabar com a fase menos interessante do Benfica na partida, mas Mourinho e companhia precisavam mesmo de uma "segunda parte distinta" para pressionar o Sporting antes do dérbi da próxima jornada. Repetir os primeiros 45 minutos, especialmente os últimos 20, não era solução.
Descontos trouxeram dividendos
Mas a verdade é que o Benfica do segundo tempo não foi assim tão diferente daquele que tinha terminado a primeira parte, sendo que desta vez tinha aparecido um alerta claro do lado do Nacional. Chuchu Ramírez (53') fez o primeiro remate dos insulares na partida e obrigou Trubin a sujar o equipamento pela primeira vez, despertando os jogadores madeirenses para uma entrada mais positiva, depois de várias paragens forçadas pela equipa de Tiago Margarido nos 45 minutos iniciais.
A história do jogo podia ter sido muito diferente se Leandro Barreiro (57') não tivesse desperdiçado um golo cantado, depois de Sudakov colocar a bola na pequena área para uma finalização desastrada do luxemburguês. É que, minutos depois de Mourinho tirar Rodrigo Rêgo e Tiago Margarido refrescar o ataque, Otamendi entregou a bola a Alan e Paulinho Bóia colocou-a em Chuchu Ramírez (60'), que desta vez não avisou Trubin e fez mesmo o 1-0.
Depois de tantas dificuldades para fazer algo diferente durante a primeira hora de jogo, Mourinho procurou mudanças a partir do banco e a entrada de Ivanovic surgiu numa tentativa desesperada de conseguir um golo num lance de cruzamento ou confusão na área do Nacional, mas as melhores oportunidades até pertenceram a Dedic (75') e António Silva (76'), que, de cabeça, desperdiçou o empate de forma escandalosa, mas os descontos em época de Black Friday mudaram mesmo o jogo na Choupana. .

Prestianni (89'), com um remate tão forte como colocado, fez o 1-1 e as constantes paragens de Kaique acabaram por ser compensadas pelo árbitro da partida, que deu nove minutos de compensação.
Ao quarto, Pavlidis aproveitou uma combinação entre Otamendi e Schjelderup para fazer o 1-2 que, em caso de vitória do Sporting, mantém o Benfica a três pontos dos leões antes do dérbi.
Homem do jogo Flashscore: Pavlidis (Benfica)
