Recorde as incidências da partida

Depois da noite cinzenta frente ao Casa Pia, que, nas palavras de José Mourinho, terá levado consigo a última réstia de esperança encarnada na luta pelo título, o Benfica regressou à Luz com a obrigação de reagir e não demorou a mostrar ao que vinha.
Perante um Nacional em luta pela manutenção, o Special One mexeu em três peças no onze, com as entradas de Dedic, Leandro Barreiro e Prestianni, e foi precisamente um dos rostos novos a agitar o jogo desde cedo.
15 minutos à Benfica
Aos três minutos, o Benfica entrou praticamente a ganhar. Prestianni, irreverente e sem medo de assumir o jogo, acelerou a circulação e encontrou o espaço certo para lançar a jogada que acabaria nos pés de Schjelderup. O norueguês, frio e oportuno, não desperdiçou e colocou as águias na frente, dando o primeiro sinal de uma noite que começava a ganhar forma desde muito cedo.
O segundo golo nasceu dessa mesma energia. Aos 14 minutos, Prestianni voltou a aparecer no corredor direito, desta vez a ganhar no duelo direto com Zé Vítor, insistindo até levar a melhor num lance de esforço e crença. Depois de deixar o adversário pelo caminho, levantou a cabeça e serviu Rafa com precisão, oferecendo-lhe o momento perfeito para ampliar a vantagem.
Pelo meio, o Nacional ainda resistia como podia. Zé Vítor evitou o golo de Rafa aos nove minutos, mas a pressão alta do Benfica, mais confiante com bola e agressivo na recuperação, não dava espaço para respirar à turma de Tiago Margaridio. Os encarnados empurravam o adversário para trás, forçando erros e acumulando ocasiões.
Até ao intervalo, o domínio foi total. Prestianni ainda acertou no ferro aos 40 minutos, Pavlidis ameaçou aos 42' e Rafa voltou a estar perto de marcar, mas Zé Vítor, novamente, evitou males maiores aos 44'. Do outro lado, Trubin era um espectador privilegiado de um autêntico vendaval ofensivo.

Nacional mais atrevido
A segunda parte trouxe um cenário completamente diferente. O Nacional regressou com outra atitude, mais solto e atrevido, e conseguiu finalmente aproximar-se da baliza encarnada com algum perigo. Ainda assim, Trubin manteve-se sempre seguro, transmitindo tranquilidade sempre que foi chamado a intervir.
Aos 54 minutos, o guarda-redes ucraniano evitou o golo de José Gomes com uma defesa atenta, num dos primeiros sinais de crescimento da equipa insular. O Benfica, que até então controlara o jogo com autoridade, começava a perder algum fulgor e a permitir mais iniciativa ao adversário.
Dois minutos depois, os encarnados deram uma resposta e tiveram a oportunidade de sentenciar praticamente a partida. Schjelderup foi travado por Léo Santos dentro da área e Fábio Veríssimo apontou para a marca de grande penalidade. Chamado a converter, o Benfica desperdiçou a ocasião, com Kaíque Pereira a negar o terceiro golo e a manter o Nacional vivo no encontro.
O jogo entrou então numa fase mais partida, com o Benfica menos pressionante e menos ligado, e o Nacional a acreditar que podia discutir o resultado. Aos 68 minutos, Chuchu Ramírez ainda introduziu a bola na baliza, mas o lance foi anulado por falta anterior sobre Pavlidis, travando o momento dos visitantes.

Aos 76', Jesús Ramírez voltou a testar Trubin, desta vez com um remate à entrada da área, mas o guardião encarnado respondeu sem dificuldades, confirmando uma exibição segura apesar do crescimento adversário.
Com o passar dos minutos, tornava-se evidente a quebra do Benfica. A equipa baixou linhas, perdeu intensidade e deixou o Nacional jogar, permitindo aproximações mais frequentes à sua área, algo que não se tinha visto na primeira parte.
Já perto do final, aos 85 minutos, Kaíque Pereira voltou a brilhar, desta vez na outra baliza. O guarda-redes travou Ivanovic e, na recarga, voltou a negar o golo a Leandro Barreiro, tendo ainda tempo para evitar mais um sobressalto pouco depois, segurando o resultado e evitando números mais pesados.
Melhor em campo Flashscore: Prestianni (Benfica)
