Recorde aqui as incidências do encontro
Sem Deniz Gul e Alan Varela na ficha de jogo, Farioli fez várias mudanças e surpreendeu ao deixar Gabri Veiga no banco, lançando Bednarek, Rodrigo Mora, William Gomes e Borja Sainz em comparação com o onze que venceu o Nice (3-0). Por seu lado, no melhor momento da temporada, Ian Cathro também mexeu em várias peças, com destaque para as titularidades de Ricard Sánchez e Rafik Guitane.

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Os dragões quiseram mandar no arranque da partida e quase foram surpreendidos numa rápida saída de Begraoui pelo flanco direito a aproveitar a saída de Diogo Costa quase até ao meio-campo para visar a baliza de longe, mas a tentativa saiu ao lado. Os anfitriões responderam de seguida, com Samu a marcar em fora de jogo.
Na marcação desse livre, Jordan Holsgrove tentou atrasar para o guarda-redes e não contou com a atenção de William Gomes, que leu a jogada, intercetou o passe e desviou à saída de Joel Robles para inaugurar o marcador, aos oito minutos. Os azuis e brancos continuaram por cima, com Samu a servir de apoio aos colegas e a arrastar marcações, tal como no lance em que Alberto Costa encontrou Sainz na área para um remate à figura.
Pouco depois, valeu Felix Bacher a travar o espanhol já na pequena área, num lance de insistência. Porém, a partir dos 25 minutos, o Estoril cresceu, comandado por Holsgrove determinado a corrigir o erro. O escocês fez um grande passe a descobrir Ricard Sánchez na área, cujo remate surpreendente de primeira saiu por cima da trave. Depois, foi Guitane a deixar vários adversários para trás e a estender a passadeira a João Carvalho, que enquadrou mal o remate com tudo para empatar.
O crescimento estorilista obrigou Diogo Costa a ir ao chão e permitiu uma pausa técnica a Farioli. De nada serviu, visto que após uma interrupção devido a um espetáculo de pirotecnia da claque portista, os forasteiros continuaram por cima. No último lance da primeira parte, foi a vez de Guitane a desperdiçar uma oportunidade de ouro ao rematar por cima em zona central na grande área.

Solidez veio do banco
O FC Porto sobreviveu a uma primeira parte desinspirada e respirou na segunda parte com a entrada de Zaidu pelo amarelado Francisco Moura. O reatamento foi positivo: Borja Sainz só não ofereceu o golo a Samu graças a Robles, que depois foi rápido a fazer a mancha perante Froholdt e ainda travou um remate de William Gomes. A equipa estava melhor, também a defender as incursões sempre perigosas da equipa da Linha.

Cathro foi ao banco para trocar os laterais e refrescar a equipa, numa altura em que Felix Bacher fez uma recuperação sensacional para travar um ataque perigoso, enquanto Kiwior cabeceou perto do poste após a última ação de Alberto Costa na partida. O lateral foi rendido por Martim Fernandes, enquanto Gabri Veiga entrou por Mora, alterações que deram uma maior solidez aos dragões.
O Estoril tentou fazer o mesmo, com a entrada de Ferro, mas o FC Porto continuava a crescer. Na última ação em campo, Samu ficou perto do segundo, impedido por uma fantástica mancha de Robles a estragar a noite do espanhol, substituído por Luuk de Jong. Até ao apito final, os dragões baixaram o ritmo e irritaram as bancadas com algumas perdas de bola em zonas comprometedoras.
No primeiro de quatro minutos de descontos, Bednarek estava no sítio certo para travar um forte remate de primeira de Ferro que levava selo de golo. O polaco acabou por ser o herói improvável num final de jogo titubeante e ajudou a equipa a garantir três pontos que reforçam a liderança do campeonato.
No final da partida, Farioli e Cathro envolveram-se numa acesa troca de palavras, enquanto Luuk de Jong estava com queixas físicas junto à equipa médica dos azuis e brancos.
Melhor em campo Flashscore: Jan Bednarek (FC Porto).

