APCVD congratula-se com descida de incidentes de violência no desporto

Rodrigo Cavaleiro, presidente da APCVD
Rodrigo Cavaleiro, presidente da APCVDS4 Congress

O presidente da Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD) considerou esta sexta-feira “muito positiva” a descida do número de incidentes de violência associada ao desporto na época 2024/25.

“Vemos os dados que surgem na sexta edição do RAViD como dados positivos, na medida em que há uma descida muito significativa nos incidentes registados face à época 2023/24, no caso falamos de cerca de 1.700 incidentes a menos”, notou, à Lusa, Rodrigo Cavaleiro.

O presidente da APCVD reagiu ao Relatório de Análise da Violência Associada ao Desporto (RAViD), esta sexta-feira divulgado, que inclui uma descida de 8.879 incidentes em 2023/24 para 7.140, na época transata.

Cavaleiro destacou o segundo ano consecutivo “em que se verifica uma descida do número de episódios de violência”, no caso agressões e incitamento ao ódio, como racismo e xenofobia.

“Nas edições anteriores, destacávamos uma subida no número de incidentes, também muito associado a alterações legislativas, com novas categorias de infração, também da capacidade de fiscalização e registo, a nossa capacidade de detetar e colocar no radar essas infrações, e mapeá-las. Neste momento, estamos a chegar a um estado de maturidade que permite comparações mais seguras entre dados, com legislação estável nos últimos dois anos”, considerou.

Quanto ao trabalho de prevenção e sensibilização, Cavaleiro disse esperar que “haja uma consequência” desse labor, lembrando também a formação de gestores de segurança, que já ascendem a 10 mil com o curso feito, bem como o trabalho conjunto com PSP e GNR, os organizadores de competições desportivas e outras entidades.

Apesar deste decréscimo, as autoridades continuam “com algumas preocupações, sobretudo nas situações de pirotecnia, cujos números continuam muito elevados”, e não estão “conformados”.

“Pretendemos continuar a desenvolver trabalho, com as demais entidades, para os reduzir ainda mais”, rematou.