Nuno Catarino, vice-presidente do Benfica, reconheceu que o contexto desportivo pode ter impacto na Assembleia Geral de amanhã, embora acredite que os sócios consigam focar-se no que está, de facto, em discussão.
"O Benfica tem uma grande tradição de Assembleias Gerais quentes. No calor da discussão, o momento da equipa influencia sempre, mas do que temos ouvido nas sessões de esclarecimento, os sócios já distinguem que este é um projeto de futuro que vai para além do momento atual. Daqui a 10 anos ninguém se vai lembrar do contexto desportivo quando a decisão foi tomada, mas sim da capacidade que este projeto deu ao Benfica para se catapultar", afirmou o vice-presidente doe encarnados.
Também José Gandarez, outro dos vices do clube da Luz, garantiu que o Benfica District não surge como uma distração para o clube, face aos resultados desportivos recentes menos positivos.
"O Benfica District não vem para distrair, vem para construir o futuro. O Benfica não pode parar. Independentemente dos resultados desportivos, o nosso trabalho é dotar o clube das melhores ferramentas para estarmos sempre mais perto de ganhar", defendeu o dirigente, garantindo também que uma eventual derrapagem financeira do Benfica District está salvaguardado no modelo financeiro que foi apresentado no projeto.
"O nosso modelo prevê o pagamento em 15 anos. Isso dá-nos uma margem muito grande. Se houver uma derrapagem, o próprio orçamento tem contingências para aumentar o prazo de pagamento da dívida, sem nunca pôr em causa as receitas operacionais ou o investimento no plantel", explicou.
Nuno Catarino, de resto, salientou que o Benfica District terá um impacto positivo nas contas do clube da Luz.
"Este projeto foi desenhado para ser autossustentado. As receitas vão fazer o pagamento do financiamento do mesmo. Vai ter sempre um impacto positivo nas contas do Benfica. Espera-se uma receita bruta de 37 M€, retirando os custos de exploração do dia a dia do projeto. O prazo definido para 15 anos garante uma contribuição positiva. O Benfica vai continuar a investir no plantel de futebol e nas outras modalidades da mesma forma. Nenhuma dessas atividades fica inibida, limitada por este projeto. O próprio projeto tem de ser autossustentável, para que seja aumentada a capacidade desportiva e financeira", garantiu.
