Benfica reage a interdição do Estádio da Luz e critica a decisão do Tribunal da Relação

Benfica já reagiu à interdição do Estádio da Luz
Benfica já reagiu à interdição do Estádio da LuzSL Benfica

O Benfica reagiu, esta quinta-feira, ao castigado com um jogo à porta fechada e uma multa de 150 mil euros que foi aplicado pelo Tribunal da Relação, confirmando uma decisão da Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência no Desporto (APCVD), que não é passível de recurso.

Na nota divulgada no site oficial, os encarnados criticam a decisão e sublinham que foi levantado um “grave precedente que tal representa e que contrasta com a ausência de idênticas consequências em situações semelhantes verificadas noutros estádios, envolvendo outros clubes e outros adeptos que não os do Benfica”, pode ler-se. 

Na génese desta decisão estão vários episódios que ocorreram no Estádio da Luz durante as últimas temporadas e que envolveram o arremesso de elementos pirotécnicos desde 2022. A decisão do Tribunal da Relação confirma a sanção imposta pela Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD), que tinha sido anunciada em novembro de 2025. 

Por conseguinte, como o emblema da Luz esgotou todos os recursos jurídicos possíveis, deverá cumprir este jogo à porta fechada na primeira jornada do campeonato diante do Académico de Viseu, o encontro está agendado para o fim de semana de 8 de agosto.

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Leia o comunicado na íntegra:

"O Sport Lisboa e Benfica foi notificado da decisão definitiva da Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD), que determina a realização à porta fechada de um jogo oficial no seu estádio.

Em causa, está a utilização de artefactos pirotécnicos por parte de adeptos em 5 jogos disputados na época 2022/23.

Ao longo de todo este processo, o Sport Lisboa e Benfica demonstrou, de forma reiterada e fundamentada, que, enquanto organizador dos eventos, adotou todas as medidas ao seu alcance para impedir a entrada e utilização de pirotecnia no recinto desportivo.

Fê-lo através de apertadas revistas nos acessos ao estádio, do reforço dos mecanismos de segurança e de sucessivos alertas dirigidos aos adeptos antes e durante os encontros.

O Clube esgotou igualmente todos os meios de recurso legalmente disponíveis, sustentando sempre que cumpriu integralmente os deveres que sobre si impendiam e que implementou todas as medidas razoavelmente exigíveis para prevenir este tipo de ocorrências.

Estes argumentos, porém, não mereceram acolhimento nem por parte da APCVD nem das instâncias para as quais foi possível recorrer.

Em consequência desta decisão, milhares de Sócios e adeptos vão ser privados de apoiarem a equipa, penalizando-se um Clube que tudo fez para prevenir os factos que estiveram na origem deste processo.

Interditar um estádio na sua totalidade é, para além de injusto na sua génese, uma medida manifestamente desproporcionada, que lesa o desporto, penaliza o Clube e prejudica dezenas de milhares de sócios e adeptos cumpridores, totalmente alheios aos comportamentos em causa.

Se o objetivo é sancionar e prevenir, então a resposta deve ser dirigida aos setores efetivamente identificados, através da sua interdição ou da redução da respetiva lotação, à semelhança do critério seguido pela UEFA.

O Sport Lisboa e Benfica manifesta ainda a sua profunda preocupação com o grave precedente que tal representa e que contrasta com a ausência de idênticas consequências em situações semelhantes verificadas noutros estádios, envolvendo outros clubes e outros adeptos que não os do Benfica.

A verdade é que, apesar de tudo o que temos assistido ao longo dos últimos anos, o Sport Lisboa e Benfica é o único alvo da aplicação de uma sanção desta natureza, o que muito estranhamos.

O Clube continuará a desenvolver todos os esforços para impedir a utilização de pirotecnia no seu estádio e para garantir as mais elevadas condições de segurança nos eventos que organiza."