Carlos Vicens: "Não tenho capacidade para preparar dois jogos ao mesmo tempo"

Carlos Vicens, treinador do SC Braga
Carlos Vicens, treinador do SC BragaSC Braga

O treinador do SC Braga, Carlos Vicens, recusou este sábado estar a pensar na eliminatória europeia com o Betis e frisou estar só a preparar a receção ao Arouca, da 29.ª jornada da Liga Portugal.

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Os minhotos estão a meio de uma eliminatória que lhes pode dar acesso às meias-finais da Liga Europa, após o empate caseiro (1-1) com os espanhóis, os quais voltam a defrontar na quinta-feira, em Sevilha, mas o técnico disse que só prepara um jogo de cada vez, pelo que não adiantou se irá fazer uma gestão maior da equipa tendo em conta esse importante jogo europeu.

Não tenho capacidade para preparar dois jogos ao mesmo tempo, só preparo um, que é o de amanhã. O nosso foco está em garantir que os jogadores recuperam bem, ver o seu estado físico, o feeling para domingo, e depois do treino de hoje decido, pelo meu critério, os jogadores para ganhar”, salientou.

O treinador lembrou que, durante grande parte da temporada, o SC Braga fez jogos a cada quatro dias e cumpre com o Arouca a 52.ª partida, pelo que é algo a que os jogadores estão habituados.

Algumas equipas da Liga vão disputar 34 jogos do campeonato e um da Taça de Portugal, porque foram eliminados. Nós temos que gerir tudo de maneira diferente, o que não quer dizer que isso facilite ganhar amanhã. O que nos vai aproximar da vitória é sermos competitivos, agressivos, esforçados e sermos uma equipa”, disse.

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O técnico admitiu esperar "dificuldades" diante do Arouca, que "vem de um dos seus melhores momentos da temporada".

"Tem uma forma de jogar que conhecemos, que não variou durante o ano, quer impor-se nos jogos, tenta construir desde trás e não especula. Tem diferentes registos, pode pressionar ou esperar um pouco mais atrás”, anteviu.

Niakaté e Diego Rodrigues lesionaram-se com gravidade diante do Betis e são ausências para o resto da temporada, com o defesa central maliano a enfrentar uma paragem que pode chegar aos nove meses, dada a rotura completa do tendão de Aquiles direito.

À de Niakaté junta-se também a lesão de Barisic e o castigo de Lagerbielke, pelo que o SC Braga enfrenta um problema central para o jogo com os arouquenses.

"(É um problema) Neste momento e em toda a temporada. Já viram jogar aí o Victor Gómez, o Moscardo, porque tivemos muitas lesões concentradas em determinadas posições. Temos também o castigo do Gustaf (Lagerbielke). É o trabalho do treinador, tomar decisões para dar soluções à equipa”, referiu.

Contudo, o treinador lamentou, sobretudo, a lesão de Niakaté: “Estamos incomodados com a parte futebolística, mas sobretudo com a parte humana. Tivemos várias lesões na temporada, mas em dois meses, mais ou menos, estavam recuperados, mas a do Niakaté é mais longa, houve necessidade de cirurgia, tal como com o Amine (El Ouazzani). Quando um jogador fica ausente e deixa de fazer o que mais gosta, primeiro para recuperar da cirurgia e depois todo o processo de recuperação, sentimo-nos mal por ele. Estamos todos do seu lado para que volte com mais força”.

Zalazar continua a recuperar de lesão, mas ainda não treinou com a equipa, pelo que deve continuar de fora das opções bracarenses.

SC Braga, quarto classificado, com 49 pontos (e menos um jogo), e Arouca, 10.º, com 32, defrontam-se a partir das 18:00 de domingo, no Estádio Municipal de Braga, num jogo que será arbitrado por Cláudio Pereira, da Associação de Futebol de Aveiro.