Recorde as incidências do encontro
A Liga Portugal voltou para ficar. As paragens acabaram e o destino final está próximo. Se para o AFS a queda à Liga 2 parece cada vez mais inevitável, para o Gil Vicente esta pausa serviu para reencontrar o foco na luta pelo quinto lugar, perdido na jornada antes da pausa para o Famalicão. O calendário dá motivos de esperança para a equipa de César Peixoto, mas a fase negativa gerava preocupações.

Domínio gilista com 6.070 nas bancadas
Nesse sentido, e apesar das melhorias, começar esta série com uma receção ao lanterna-vermelha era o cenário perfeito para o Gil Vicente, que apresentou algumas mexidas no onze, entre elas o regresso de Dani Figueira à baliza. Lucão, reforço de inverno, teve as suas oportunidades, mas ficou ligado à má série gilista.
Na equipa da Vila das Aves, João Henriques foi obrigado a uma mudança forçada, com a adaptação de Ponck ao meio-campo devido à lesão de Roni, e o AFS sentiu esta alteração, cometendo erros fatais na retaguarda que o Gil Vicente foi capaz de aproveitar.
A superioridade técnica dos jogadores gilistas foi evidente e aos 11 minutos isso acabou por traduzir-se no 1-0, da autoria de Gustavo Varela, num remate em grande estilo a finalizar uma jogada muito bem construída, com o pé direito de Luís Esteves a somar mais uma assistência para golo.
Os primeiros 45 minutos tiveram quase sempre um sentido, o da baliza de Adriel. O guarda-redes, que podia ter feito melhor no lance do 1-0, quase viu Murilo fazer o 2-0 aos 22', mas o brasileiro cabeceou ao lado, desperdiçando um dos primeiros erros de Aderllan Santos na partida quando tinha tudo para dilatar a vantagem.
Porém, o extremo voltou a ter uma oportunidade e apontou o oitavo golo na Liga aos 35 minutos, depois de Aderllan Santos ter um desvio infeliz para trás e oferecer o golo ao jogador gilista. Desta vez, Adriel ainda defendeu, mas Murilo reagiu a tempo de fazer o 2-0.
O jogo estava fácil para o Gil Vicente, mas o AFS podia mesmo ter reduzido no último lance da primeira parte, não fosse o azarado Aderllan Santos ter ficado no caminho da bola para impedir que o remate de Pedro Lima entrasse na baliza de Dani Figueira. Não deu para o 2-1, mas pelo menos foi um sinal de vida por parte da equipa avense, que voltou para a segunda parte sem Ponck e apresentou outra capacidade ofensiva, pelo menos a suficiente para que César Peixoto mostrasse alguns sinais de preocupação.

Varela deu o golpe final
Dizem que o 2-0 é o resultado mais perigoso do futebol, mas ainda que o AFS tenha melhorado com o 4x4x2 de João Henriques não se pode falar de verdadeiro perigo à baliza de Dani Figueira, que até gostaria de ter tido mais trabalho depois de alguns jogos no banco de suplentes.

Os minutos foram passando e a crença do AFS esmoreceu até Gustavo Varela (80') dar o golpe final, aproveitando mais um lance em que a defesa avense voltou a facilitar, com Aderllan novamente na imagem do golo, ainda que o principal culpado tenha sido Diego Duarte, que permitiu a antecipação para o 3-0. A equipa de César Peixoto volta ao 5.º lugar, com os mesmos 45 pontos do Famalicão, que visita o FC Porto, enquanto o AFS fica um fim de semana mais perto da Liga 2.
Homem do jogo Flashscore: Gustavo Varela (Gil Vicente)

