Recorde aqui as incidências do encontro
Ian Cathro foi obrigado a mexer no onze devido ao castigo do capitão João Carvalho e aproveitou para fazer duas mudanças com as entradas de Antef Tsoungui e Pedro Carvalho, em comparação com a derrota em Alvalade (3-0). Do outro lado, Álvaro Pacheco também não pôde contar com o castigado David Sousa, tendo lançado André Geraldes no seu lugar, na única alteração desde o empate com o Moreirense (1-1).

Pestilência chegou ao matador
Vamos poupar tempo: a primeira parte não foi bem jogada, nem interessante - exceto, talvez, a presença do internacional inglês Eric Dier na bancada. As muitas paragens impediram as equipas de entrar num ritmo interessante e quando o Estoril começou a crescer Patrick Sequeira atirou-se para o chão para um já habitual "desconto de tempo", aos 40 minutos. Até então, assistiu-se a um deserto de ocasiões de golo. A primeira e única surgiu aos 42', mas talvez afetado pela fraca exibição dos dois conjuntos, Cassiano falhou, escandalosamente, o que parecia simples.
Korede Osundina ganhou o flanco esquerdo e tirou um cruzamento perfeito ao segundo poste que o avançado só tinha de encostar, mas o brasileiro atirou por cima da trave a escassos centímetros da linha de golo. Os canarinhos controlaram a posse de bola, embora longe da baliza contrária.

Diferente mas igual
Felizmente para todos os envolvidos - principalmente os 2.349 adeptos nas bancadas -, a segunda parte trouxe algo diferente. Dailon Livramento rendeu Osundina no regresso dos balneários e os gansos voltaram a ameaçar, num remate espetacular de Abdu Conté que Joel Robles achou ter controlado e ainda se assustou quando viu o esférico bater no ponto de ligação entre a trave e o poste.
Os canarinhos responderam, à boleia de Begraoui e Rafik Guitane, embora a melhor ocasião tenha vindo num livre de Holsgrove que Patrick Sequeira desviou para canto com a ponta dos dedos. Os alarmes soaram na formação de Pina Manique com a saída por lesão de Gaizka Larrazabal, o destaque desta temporada, a 15 minutos do fim.
Cassiano estava mesmo em dia não ao desperdiçar nova oportunidade clamorosa, a dois minutos do fim. Dailon Livramento rematou de ângulo difícil para uma defesa de Robles para frente e, na recarga e em desequilíbrio, o brasileiro atirou por cima da trave. Num jogo tão cinzento, o destaque vai para a exibição do defesa casapiano João Goulart, que ganhou cinco duelos (100% de eficácia), somou nove alívios e ainda uma interceção.
Melhor em campo Flashscore: João Goulart (Casa Pia).

