Eleições no Sporting: Frederico Varandas reeleito para terceiro mandato

Frederico Varandas, presidente do Sporting
Frederico Varandas, presidente do SportingTIAGO PETINGA / EPA / Profimedia

Frederico Varandas foi este sábado reeleito presidente do Sporting, com 89,47% dos votos, avançando para o terceiro mandato na liderança dos leões, depois de derrotar Bruno Sorreluz no ato eleitoral que teve lugar no Pavilhão João Rocha.

Frederico Varandas venceu o ato eleitoral realizado no Pavilhão João Rocha, em Lisboa, ao somar 67.106 votos (89,47%), contra os 919 do empresário Bruno Sorreluz, conhecido como Bruno Sá (6,28%).

Dos 75.817 sócios habilitados a votar nestas eleições, participaram 18.268 votantes, dos quais 14.337 validados, sendo o terceiro sufrágio mais concorrido da história leonina, escolhendo uma lista única para os três órgãos sociais do clube, Mesa da Assembleia Geral (MAG), Conselho Diretivo (CD) e Conselho Fiscal e Disciplinar (CFD).

O presidente em exercício apresentou praticamente o mesmo elenco que foi reeleito, em 05 de março de 2022, quando o clínico reuniu 85,8% dos votos, entre os 14.795 votantes, impondo-se à concorrência sufragada de Nuno Sousa (7,3%) e Ricardo Oliveira (2,95%), exceção à liderança da MAG, com Pedro Almeida Cabral no lugar de João Palma, para o mandato até março de 2030.

O médico, de 46 anos, diretor clínico do Sporting entre 2011 e 2018, tornou-se no 44.º presidente do Sporting em 18 de setembro de 2018, quando venceu as mais participadas eleições de sempre no clube, com 22.510 votantes, ao contabilizar 42,32% dos votos (8.717 votantes), contra os 36,84% (9.735) de João Benedito, superando ainda José Maria Ricciardi (14,55%), José Dias Ferreira (2,35%), Fernando Tavares Ferreira (0,9%) e Rui Jorge Rêgo (0,51%).

Nesses dois mandatos, tornou-se o presidente com mais troféus nacionais de futebol ao serviço dos verdes e brancos, ao arrebatar nove, contra os oito de António José Ribeiro Ferreira, líder entre 1946 e 1953.

Além de três Taças da Liga (2018/19, 2020/21 e 2021/22), duas Taças de Portugal (2018/19 e 2024/25) e uma Supertaça Cândido de Oliveira (2021), o Sporting sagrou-se campeão nacional por três vezes com Varandas.

Os lisboetas quebraram um hiato de 19 anos na Liga, o maior da história do clube, em 2020/21, antes de, na época passada, revalidarem o título pela primeira vez em mais de sete décadas e selarem a dobradinha ao fim de 23 anos.

Médico de profissão, Frederico Varandas tornou-se presidente do Sporting no rescaldo do ataque à Academia do clube, em Alcochete, e não teve um início fácil, em especial no futebol, a força motriz do clube lisboeta, apesar da conquista da Taça de Portugal e da Taça da Liga de 2018/19, sob o comando de Marcel Keizer.

O treinador neerlandês foi a primeira aposta do líder sportinguista, de 42 anos, que tinha herdado José Peseiro da comissão de gestão anterior, mas Frederico Varandas só acertou à terceira, quando contratou Rúben Amorim ao SC Braga, depois do falhanço de Silas (Tiago Fernandes e Leonel Pontes foram interinos).

Frederico Varandas, que foi diretor clínico dos leões entre 2011 e 2018, quebrou uma linhagem de gestores e advogados na presidência do clube nas últimas décadas. A esse percurso junta também a faceta de militar, tendo estado presente na guerra do Afeganistão, onde sofreu à distância e acompanhou pela rádio o triunfo (2-0) do Sporting sobre o FC Porto na final da Taça de Portugal, em 18 de maio de 2008.

Natural de Lisboa, Frederico Varandas tornou-se sócio do Sporting pela mão do avô logo em 1980, o ano a seguir ao seu nascimento e que ficou também marcado pela conquista do título de campeão nacional.

Uma marca que moldou a sua paixão e orientou a ambição de recolocar o Sporting na rota dos êxitos, ao mesmo tempo que tentava reequilibrar a situação financeira do clube, depois da instabilidade criada na fase final da gestão de Bruno de Carvalho.

Virada a página sobre os cinco polémicos anos de liderança de Bruno de Carvalho, o Sporting abriu um novo ciclo para o futuro. Formado em Reabilitação pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Lisboa, coube-lhe a tarefa de reabilitar um clube profundamente abalado pelo ataque a Alcochete.