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Figo, Rivaldo, Maldini, Zidane… e Daniel.
A família Banjaqui é repleta de nomes escolhidos em homenagem a grandes craques do futebol mundial e o “caçulinha” chegou agora ao topo do futebol português. Com mais de 50 mil adeptos nas bancadas do Estádio da Luz, o lateral de 17 anos não acusou a pressão do momento e respondeu de forma muito positiva à aposta de José Mourinho.
Um momento para a posteridade, que deixou a família do camisola 58 radiante: "Estou muito feliz, acho que como toda a minha família. O Daniel está num nível muito mais acima do que nós e, felizmente, estamos todos orgulhosos, sobretudo pela prestação. Estamos mesmo muito felizes pelo caminho que ele está a fazer. O Daniel está a levar o nome Banjaqui a outro nível e estamos simplesmente muito orgulhosos e felizes".

As palavras pertencem ao irmão Zidane, atualmente a competir na Grécia, ao serviço do Panserraikos, que não esconde o orgulho ao falar do “caçula” da família.
"É assim que a minha mãe trata o Daniel, como o caçulinha, "o meu caçulinha". Ele tem estado muito bem, tem feito as coisas bem. Acho que está tudo a encaixar perfeitamente e, com ele, temos sido normais e tranquilos. É o nosso caçula: brincamos com ele, ajudamos naquilo que podemos e, de resto, é tudo o Daniel", conta o médio, em exclusivo ao Flashscore.
"O Daniel chegou ao nível mais alto que podia chegar, a jogar num dos maiores clubes de Portugal, no estádio que foi, com a quantidade de pessoas que tinha e com a exibição que fez. Sinceramente, estamos muito orgulhosos e felizes. Esperemos que o Daniel continue o seu processo de formação e que desfrute ao máximo", reforça.

Cruzamento de Banjaqui para o golo de Anísio: "Muito feliz pelos dois"
No primeiro jogo como titular na equipa principal das águias, Daniel Banjaqui cumpriu os 90 minutos na receção ao Estrela da Amadora (4-0) e foi dele que saiu o passe para o golo de Anísio Cabral, outro jovem de 17 anos, que fechou a goleada encarnada na redenção da equipa junto dos adeptos.
"É indescritível, sinceramente, é indescritível. Muito feliz pelos dois, mas é mesmo algo difícil de explicar. Parecia que era eu que estava lá a viver o momento. E aposto que a maior parte da minha família e outras pessoas ao nosso redor sentiram exatamente o mesmo, como se fôssemos nós a estar lá", confidencia.
E já houve conversa depois do jogo? "Sim, falámos só um pouco, nada de especial. Aposto que o telemóvel dele deve estar a rebentar."
Aos 17 anos, Daniel já viveu muito no mundo do futebol. Campeão da Europa e do Mundo em sub-17, a chegada à equipa principal do Benfica representa mais uma conquista de um miúdo "tímido" dentro de campo, mas muito "extrovertido" em ambiente familiar.
"Connosco ele é um pouco diferente. O Daniel tímido de que toda a gente fala, connosco é mais extrovertido: gosta muito de brincar, de fazer palhaçada (risos). Acho que no futebol ele fica mais tímido, mas é um tímido mais concentrado. E acredito que esse lado mais concentrado lhe tem feito bem e nota-se no jogo dele", explica Zidane ao Flashscore.
"Sobre tudo aquilo que ele já viveu, ele é um miúdo e também tem as suas emoções, que às vezes são difíceis de controlar. Nesses momentos entram os pais, que ajudam a gerir as emoções da melhor forma. O Daniel também tenta manter os pés bem assentes na terra e desfrutar do futebol", acrescenta.

"Acredito que ele pode jogar Euros e Mundiais por Portugal"
O momento é de muita alegria, orgulho e de todos os sentimentos à altura da dimensão alcançada. Mas Zidane sabe, até pela sua experiência no futebol profissional, com passagem pelo principal escalão do futebol português, que o futebol nem sempre é um mar de rosas.
É preciso manter os pés bem assentes na terra, sem grandes deslumbramentos, e com a consciência de que ainda há muito caminho por trilhar. Esse é o conselho que deixa a Daniel, a Anísio e a todos os jovens que começam a dar cartas no Benfica.
"Só desejo que desfrute cada momento, sobretudo quando vai à equipa A, mesmo que não jogue ou que entre apenas cinco minutos. Faz parte do processo: às vezes pode ir à equipa A e não jogar, depois regressa para jogar na equipa B. Acho que, acima de tudo, tem de agradecer por estar ali com os melhores e desfrutar, mostrar o seu futebol, seja cinco minutos na equipa A, na equipa B ou nos sub-23. O mais importante é desfrutar, porque isto passa muito rápido", alerta.
“E que oiçam as pessoas mais próximas. Como vi também no final do jogo, com o Otamendi e muitos outros jogadores, é aproveitar estes pequenos momentos, ouvir, evoluir e desfrutar. Porque é para isso que eles lá estão a jogar", sustenta.
Por fim, Zidane não tem dúvidas quanto ao futuro. Daniel tem todas as capacidades para se manter ao mais alto nível. Esse é, naturalmente, o grande desejo.
"Acho que ele pode atingir o nível de jogar a Liga dos Campeões, disputar Europeus e Mundiais por Portugal. Se tudo correr bem e seguir o seu processo de formação com tranquilidade, sem se exceder com estas coisas, acredito que o Daniel controla bem isso e que o Benfica também o tem feito. É deixá-lo fazer o seu caminho e, se continuar saudável e tudo correr bem, esse é o nível do Daniel", remata.

