Recorde as incidências do encontro
Na equipa inicial escolhida por Vasco Seabra, o treinador optou por Gustavo Mancha, Vrousai, Sellouki, Liavas e Clemmensen, em vez de Petrasso, García, Pedro Amaral, Nikitscher e Galcik. Do lado dos insulares, Deivison, Kokolo, Dongmo, Daniel Júnior e Abdel foram as apostas de Alexandre Santos, que abdicou de Daniel de la Cruz, José Gomes, Matheus Dias, Miguel Baeza e Allen Obando.

Ora marcas tu, ora marco eu
Para contrariar o marasmo, Matchoi Djaló disparou um míssil e Vítor Hugo mostrou os seus reflexos aos 12 minutos. Foi o primeiro lance de real perigo da partida. A jogada galvanizou a equipa madeirense, que se libertou e começou a contra-atacar com mais intensidade.
Aos 27 minutos, o Nacional voltou à carga: após uma sequência de ressaltos, a bola chegou aos pés de Abdel, que, já dentro da área do Vila do Conde, rematou por cima do alvo e desperdiçou mais uma excelente oportunidade para marcar.
Aos 32 minutos, os alvinegros, à terceira tentativa, marcaram: Daniel Júnior cobrou um pontapé de canto, Chico Gonçalves amorteceu a bola para Njoya Abdel que, sem marcação na zona do segundo poste, cabeceou e marcou o 0-1.
De pronto, o Rio Ave respondeu e chegou ao empate aos 40'. Miguel Patrício tentou a sorte de fora da área, a bola ainda tocou no corpo de Zé Vítor, Marín defendeu de forma incompleta, na recarga Clemmensen rematou com força e colocado e fez o 1-1 que se manteve até ao intervalo.
Após uma entrada mais afirmativa dos anfitriões, os visitantes sacudiram a pressão, tomaram conta das incidências, criaram as situações mais claras e não surpreendeu quando inauguraram o placard. Contudo, a reação dos rioavistas foi quase imediata e aguçou o apetite para a segunda parte.

Loucura em Vila do Conde
No recomeço, o encontro prosseguiu animado e ganhou um outro roteiro quando João Tomé foi expulso após ter sido admoestado com dois cartões amarelos no espaço de quatro minutos (entre os 50' e 54').
Aos 56' Zé Vítor tentou surpreender e quase apontou um golaço. Contra a maré madeirense, Sebastian Clemmensen puxou um contra-ataque, lançou Diogo Bezerra, este disparou, picou a bola sobre Marín e deixou a equipa de Vasco Seabra na frente aos 57'.
Dois minutos volvidos, Miguel Patrício errou em zona proibitiva, abriu uma avenida em direção à baliza, Njoya Abdel não se fez de rogado e atirou para o 2-2.
A partida estava numa fase frenética. Jalen Blesa quase marcou, mas um corte milagroso de Zé Vítor travou a tentativa do avançado aos 66’. Pouco depois, Dongmo pisou Blesa na área, o VAR avisou o árbitro Carlos Macedo que assinalou grande penalidade: da marca dos 11 metros, o dianteiro rematou com força e carimbou o 3-2.
O Nacional respondeu a 14 minutos dos 90, Miguel Baeza atirou, mas Vítor Hugo sobressaiu com uma enorme defesa e segurou a vantagem dos da casa. Com tudo em aberto, Obando ainda festejou, aos 88', aquele que poderia ter sido o 3-3, mas o avançado estava em posição irregular por 24 centímetros.

Apesar do último esforço forasteiro, o Rio Ave, que não vencia há quatro partidas consecutivas, conseguiu assegurar os três pontos no jogo que marca a estreia de Vasco Seabra ao leme da equipa. Nos madeirenses, a mudança de timoneiro ainda não surtiu efeitos práticos e soma cinco derrotas de rajada.
Melhor em campo Flashscore: Sebastian Clemmensen (Rio Ave)


