Depois de, há cerca de uma semana, António Salvador ter anunciado essa pretensão, hoje o líder arsenalista deu conta da conclusão da colocação da tela de 112 metros de largura e 30 metros de altura após “um longo e complexo trabalho”.
A "Muralha da Liberdade", recriação da tarja original, visa ser “uma homenagem aos sócios e adeptos e uma afirmação clara do que é ser SC Braga”, disse o dirigente numa mensagem aos sócios e adeptos no sítio oficial do clube bracarense.
“Ela é a forma de transmitirmos, a todos, que o orgulho e o sentimento de pertença que existe entre o clube, a cidade e a comunidade não podem ser silenciados. Ela é a forma de reafirmarmos – sem temer a força da palavra – que o SC Braga e os seus sócios não podem ser censurados”, pode ler-se.
No dia 21 de fevereiro, na receção ao Vitória SC, da 23.ª jornada da Liga Portugal, a PSP não permitiu que os adeptos bracarenses exibissem a tela gigante antes do jogo, invocando questões de segurança dos espectadores, nomeadamente pela natureza inflamável dos materiais estarem perto de artefactos pirotécnicos, e também por considerar que as mensagens “não evidenciavam qualquer manifestação clara e inequívoca de apoio à equipa”.
Após o jogo e nos dias seguintes, o SC Braga fez duras críticas à atuação da PSP considerando ter sido vítima de “censura”, levando o caso para reuniões com a Federação Portuguesa de Futebol, Liga de clubes, comando distrital de Braga da PSP e Governo de Portugal.
