Após uma reunião entre o presidente do SC Braga, António Salvador, e o presidente da FPF, Pedro Proença, o organismo lembrou, em comunicado, que “os acontecimentos do passado sábado integrarão também a sua agenda de acompanhamento institucional, no âmbito da reunião já requerida junto do Ministério da Administração Interna (MAI)”.
Entre as medidas propostas estão a criação de uma plataforma centralizada de controlo de acessos nas competições organizadas pela FPF, a introdução de ingressos nominativos (Fan ID) sempre que tecnicamente viável, e a aplicação efetiva da medida acessória de apresentação em esquadra para adeptos proibidos de frequentar recintos desportivos durante todo o período da sanção.
A FPF defende ainda o reforço das revistas de segurança em jogos de maior risco, a implementação de mecanismos que permitam identificar adeptos envolvidos em desordens nas bancadas, a realização de ações de prevenção socioeducativa promovidas pela Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD) e forças de segurança, bem como a necessidade de maior celeridade processual e eficácia das penalizações aplicadas em casos de violência no desporto.
O pacote de “iniciativas prioritárias” inclui também o reforço das medidas regulamentares dirigidas aos clubes e a valorização da figura do gestor de segurança, através de formação contínua.
“A FPF e o SC Braga reafirmam a sua total disponibilidade para continuar a trabalhar em articulação com as autoridades competentes e demais agentes do futebol, com o objetivo comum de garantir espetáculos desportivos seguros, inclusivos e vividos com paixão positiva por todos os adeptos”, lê-se numa nota publicada no site na Internet da Federação.
No encontro desta quarta-feira, entre António Salvador e Pedro Proença, esteve em análise a “ordem de retirada, pelas forças de segurança, de uma coreografia de incentivo e apoio promovida” pelo SC Braga com a colaboração dos seus adeptos, aprofundando “a necessidade de uma abordagem conjunta que valorize o ambiente positivo nos estádios”.
“Ambas as partes reconheceram a importância de assegurar critérios claros, proporcionais e uniformes na atuação operacional em contexto de espetáculo desportivo”, indica a FPF.
Na terça-feira, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto defendeu que a análise aos incidentes do jogo entre SC Braga e Vitória SC, da 23.ª jornada da Liga Portugal, cabe às entidades competentes, sem leituras políticas.
“Ou nós confiamos nas informações dadas pelas autoridades oficiais, ou não confiamos. Eu confio. E, portanto, há uma análise que não é política, tem de ser técnica e tem de ser feita nesse tipo de eventos pelas autoridades, pelas entidades oficiais”, afirmou Margarida Balseiro Lopes durante a Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto no parlamento.
No sábado, o SC Braga criticou a PSP por impedir “a exibição de uma tela de promoção ao clube e à cidade”, antes da receção ao Vitória SC, em encontro da 23.ª jornada da Liga Portugal.
Em comunicado, os arsenalistas mostraram-se ofendidos, queixaram-se de uma “postura intransigente e autista” por parte da PSP e anunciaram que iriam solicitar “reuniões de emergência” e instar a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a LPFP “a posicionarem-se” sobre o caso.
O SC Braga venceu por 3-2 na receção ao Vitória SC, regressando ao quarto lugar da tabela classificativa.
