Frederico Varandas: "A nossa humildade tem de ser a mesma e a missão também"

Frederico Varandas falou aos jornalistas no Hall VIP do Estádio José Alvalade
Frederico Varandas falou aos jornalistas no Hall VIP do Estádio José AlvaladeANTÓNIO COTRIM/LUSA

Frederico Varandas foi este sábado reeleito presidente do Sporting, clube que lidera desde setembro de 2018, com 89,47% dos votos nas eleições para o quadriénio até 2030. O antigo diretor clínico dos leões, de 46 anos, venceu o ato eleitoral realizado no Pavilhão João Rocha, em Lisboa, ao somar 67.106 votos, contra os 919 do empresário Bruno Sorreluz, conhecido como Bruno Sá (6,28%).

Vitória nas eleições: "A primeira palavra vai para o concorrente Bruno Sá, que entendeu candidatar-se. Sai derrotado, mas quando se vem à luta, nunca se perde. Tentou trazer ideias. A segunda para os sócios. O Sporting é um clube de sócios, sócios felizes por viverem uma das fazes mais felizes da sua história. Vivemos dos sócios, mas sobretudo do seu ativismo. Estas eleições mostraram que querem manter o rumo iniciado em 2018. Muito orgulho, muita responsabilidade, mas acima de tudo humildade de termos vencido com este resultado expressivo. Vencer com 90 ou 51... A responsabilidade é a mesma. A nossa humildade tem de ser a mesma e a missão também, fazer o Sporting crescer, ganhador e que faça os sócios muito felizes. Espero, daqui a 4 anos, ter os sócios tão felizes como eu."

Confiança dos sócios: "Tem a ver com um trabalho de oito anos, mas também com o facto de existirem mais sócios e mais sócios que votam. A responsabilidade é a mesma. Não vou dormir eufórico. Lembro-me de, há oito anos, estar lá fora, ver gente ao meu lado muito feliz e eu já focado na missão - o primeiro lugar. Conquistar mais títulos desde 2018. Vou-me deitar da mesma forma."

Futuro de Rui Borges: "Não vamos misturar os assuntos... Recebemos um voto de confiança, é sinal da vitalidade e saúde do Sporting. É preciso recuar muito tempo para encontrar uma direção com 12 anos de mandato. E isto é uma premissa fundamental para o nosso sucesso. A tranquilidade e o sucesso fazem com que os sócios não venham tanto... Mas fiquei muito feliz com a quantidade que votaram. Os sócios hoje sentem que somos um clube estável. Não fomos durante décadas. Os sócios são garante desta estabilidade e são eles que decidem quanto tempo estamos aqui - 4, 8, 12 anos... Antes de nós, a média era de dois anos e pouco de mandato."

Dossier mais premente é a renovação do treinador? "Quando nos decidimos recandidatar não foi a pensar em nenhuma renovação. Iniciámos um processo de requalificação do nosso património, de investimento, serão três anos extremamente exigentes para cumprir, um game changer, mas que vamos cumprir. Em 2029 teremos um Alvalade simplesmente fantástico. Exige trabalho, dedicação, mas faremos."

O que vai ser diferente? "Tenho duas prioridades. Títulos e crescer no número de sócios, mas para isso, precisamos de crescer em vários setores, como o património, melhorar a experiência do adepto, aumentar a receita e, assim, poder investir."

Como se sente a título pessoal? "Profundamente cansado, com o acumular da semana. Até o discurso teve de ser mais tarde... Não pensamos no Frederico (Varandas) nem na memória dele. Pensamos, sim, naquilo que fica entre 2018 e 2030."

Palavras de Farioli: "Se não falo do Rui Borges, acha que vou falar no treinador do rival?"

O que diria ao pequeno Frederico? "Nunca pensei ser presidente, apenas jogador. O sócio está muito feliz."