Ian Cathro: “Não estava aqui hoje se Mourinho não tivesse feito o que fez na carreira”

Ian Cathro no banco do Estoril
Ian Cathro no banco do EstorilFilipe Amorim/LUSA

O treinador do Estoril lamentou algumas oportunidades perdidas na derrota com o Benfica (3-1), na 17.ª jornada da Liga Portugal. Falou ainda de José Mourinho.

Reveja aqui as principais incidências da partida

Análise: “O mais simples é que sofremos três golos e assim é sempre difícil. Com um pouco mais de detalhe, acho que conseguimos entrar no jogo da nossa forma. Sabíamos antes que íamos passar por momentos de sofrimento, era preciso algum tempo para ajustar, mas passámos demasiado tempo em baixo, não conseguimos acertar bem nas oportunidades de ganhar metros em campo. Os jogadores ajustaram, fizemos uma primeira parte competente. Sabíamos que era muito importante começar bem a segunda parte, não conseguimos e o jogo ganhou outra vida com a substituições”.

Aposta no lado direito: “Um bocadinho, sim. Temos várias dinâmicas que permitem juntar mais gente nesse lado e por dentro e garantir que conseguimos manter as distâncias para complicar a capacidade do adversário pressionar. Até acho que talvez, sem ter muitas e grandes oportunidades, vamos rever o jogo e sentir que dava para marcar mais um golo. Não conseguimos, perdemos, vamos aprender, melhorar e continuar a nossa forma de trabalhar que está assente na nossa ideia que é ganhar todos os jogos sem medo, ajudar o clube a ser mais estável e ajudar os jogadores. É o que vou fazer até que fiquem fartos de mim”.

Intervalo: “Não era tanto falar sobre o golo e estar a perder por um. Sofrer o segundo golo complicou muito e é uma finalização ao mais alto nível. Acho que o golo mostra mais uma vez que queremos competir muito, jogar muito, com uma energia incrível. Com as aprendizagens que tiramos de todos os jogos vamos tentar melhorar e construir algo 

Mourinho: “Queria expressar o respeito e gratidão pelo que ele fez, abrindo as portas para muita gente. Eu não estava aqui hoje se ele não tem feito o que fez na carreira dele. Sei disso. Como miúdo queria ser jogador de futebol, não consegui por falta de qualidade, talvez por uma lesão no joelho esquerdo, mas sem o impacto Mourinho como treinador talvez existissem menos portas abertas para pessoas como eu. Ajudou muita gente e é preciso ter essa gratidão. Espero ter essa oportunidade de lhe dizer pessoalmente”.