José Mourinho: "Este plantel é meu, gosto dele e sou contra mudanças radicais"

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José Mourinho, treinador do Benfica
José Mourinho, treinador do BenficaSL Benfica

José Mourinho, treinador do Benfica, fez esta sexta-feira a conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Moreirense, da 31.ª jornada da Liga Portugal, marcado para amanhã, às 18:00, no Estádio da Luz.

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Preparação para o Moreirense: "Diria que foi uma semana normal porque independentemente de ser depois de um bom ou mau jogo, treinamos sempre bem. Os jogadores entregam-se sempre bem ao trabalho. Obviamente mais sorrisos e menos caras fechadas, o que é normal. Mas uma boa semana de trabalho. Alguns problemas depois do jogo com o Sporting ao nível de algumas lesões, mas com exceção do Tomás (Araújo), hoje já treinaram todos e estão todos disponíveis para jogo."

Moreirense: "O Moreirense obrigou-nos a treinar bem porque é uma equipa que tem complexidade na sua organização de jogo. Joga bem, tem diferentes modos de ocupação do espaço, é uma equipa que te obriga a defender bem e a contrariar uma equipa com condições para nos criar problemas. Faltam quatro jogos, só ganhando os quatro é que podemos ter esperança de melhorar a nossa classificação. Se não ganharmos os quatro, não teremos qualquer hipótese. E o Moreirense é o primeiro desses quatro, temos de ir com tudo e tentar ganhar".

"Pavlidis é uma pessoa inteligente, percebeu cedo que não ia ser titular contra o Sporting"

Ivanovic em vez de Pavlidis: "Não tive conversa nenhuma porque o Pavlidis é uma pessoa inteligente. Percebe as coisas, conhece-me bem, consegue ler-me e perceber o que vou pedindo e trabalhando durante a semana. E cedo percebeu que não ia ser titular contra o Sporting em função de uma estratégia diferente. O Ivanovic é também um rapaz que - e é natural sentir alguma frustração ou tristeza por não ter utilização regular, principalmente como titular - agarrou com as duas mãos a oportunidade em Alvalade. Fê-lo bem, melhora os seus níveis de confiança e isso pode ajudar o selecionador a olhar para ele e ver que pode ser de utilidade no Mundial. Mas isso são coisas suas. Acho que foi uma semana boa para os dois. A mim, se há coisa da qual gosto muito, é do jogador normalmente titular que não é titular ocasionalmente e tem resposta de equipa. A entrada dele, a entrada do Rafa, do António... Jogadores que normalmente são titulares, não foram, mas aparecem no jogo e querem ganhar. O Enzo, que estava no banco, e eu andava à procura dele e ele estava dentro do campo a festejar. Este tipo de mensagem de grupo são coisas das quais gosto muito. Nunca digo aos jogadores se jogam ou não jogam porque têm de estar disponíveis para 1 minuto, 90 minutos ou para irem para a bancada. Fico contente por, sem explicações, perceberem as coisas".

Os últimos jogos entre Benfica e Moreirense
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"Só estou chateado com o presidente porque não me deram o meu emblema de 25 anos de sócio"

Desejo de continuar no Benfica é superior a qualquer convite que possa surgir? "Não quero dizer mais nada sobre isso. Já disse o que tinha a dizer relativamente ao Benfica e não vou fazer mais nenhum tipo de comentário. Notícias que saíram hoje de que estava chateado com o presidente... Só estou chateado porque, não sei porquê, mas não me deram o meu emblema de 25 anos de sócio. Acho que se esqueceram de mim. De resto tudo bem, não há problema nenhum. Toda a gente sabe da situação. Quando a época acabar, teremos 10 dias para continuar ou separar. Já disse o que tinha a dizer".

Reuniões tendo em vista reformulação do plantel: "Quando cheguei, não era o meu (plantel). Agora é. Há uma grande diferença. Uma coisa é um treinador chegar e o plantel não ser seu, outra é estar 7 meses e qualquer coisa, e agora é meu. E enquanto treinador do Benfica, este é o meu plantel. Relativamente à pergunta, sim. Tenho tido reuniões com a estrutura, presidente e diretor, como sempre faço porque gosto de me vincular às minhas responsabilidades e às minhas - não quero dizer decisões - análises e opiniões. Faço-o por escrito. Há documentos meus nas mãos do presidente e do diretor. E temos estado juntos com alguma frequência na tentativa de melhorar o meu plantel. Este plantel é o meu e, se continuar na próxima época, continuará a ser. Terá, objetivamente, alguns ajustamentos para ser mais a minha cara, para ter alguma coisa mais minha, como dizem em Inglaterra: o fingerprint. Mas este plantel é meu e gosto dele. E uma coisa é adaptá-lo a um determinado tipo de personalidade e modo de ver futebol, outra coisa são mudanças radicais. E sou completamente contra mudanças radicais. Há muita gente aqui que teve evoluções importantes e que me deixam a expectativa de, na próxima época, poderem ser melhores".

Futuro de Otamendi: "Acho que depende só dele. Há pessoas que têm o direito, entre aspas, de escolher o seu futuro por tudo o que construíram no futebol. E o Otamendi é um desses. Fez o seu último jogo pela seleção em território argentino por decisão sua, acho que terminará com a seleção depois do Mundial por decisão sua, será por decisão sua que vai regressar à Argentina e ao River ou continuar no Benfica. Está tudo nas suas mãos. O tipo de rendimento que tem apresentado ao longo da época, e com pouquíssimas lesões e ausências... Uma presença sempre regular dá-lhe essa credibilidade, de não olharmos para o passaporte, esquecermo-nos da idade e focarmo-nos no rendimento. É um grande jogador. E a qualidade não muda nada de um ano para o outro". 

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Prometeu 2.º lugar aos jogadores? "Não prometi nada nem posso prometer, nem garantir que o Sporting vai fazer 15 pontos, 13 ou menos. A minha desilusão pós-Casa Pia veio exatamente disso, da perda de controlo sobre o nosso destino. Se tivéssemos ganho, neste momento estávamos a quatro vitórias de ficar no segundo lugar e neste momento não estamos. Dependemos dos resultados. Dos nossos, obviamente, mas também dos resultados do Sporting. E isso está fora do nosso controlo".

Aposta em Ivanovic perante mau momento de forma de Pavlidis: "O Pavlidis é daqueles jogadores que o rendimento não é analisado pelos golos que marca e pelos golos que não marca. Há atacantes que só são golos, e que quando não há golos não há rendimento, contribuição. Tudo o que o Pavlidis faz na equipa, inclusive na primeira fase de construção em que na maior parte das vezes os atacantes não estão envolvidos... Até aí é importante. Não o analiso como os golos que marca ou não marca. Não tem problema absolutamente nenhum, é da minha total confiança".