José Mourinho: "Sidny vai estar no banco, não está em condições de ser titular mas acabará por jogar"

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José Mourinho, treinador do Benfica
José Mourinho, treinador do BenficaSL Benfica

José Mourinho, treinador do Benfica, fez esta sexta-feira a conferência de antevisão ao jogo com o Estoril, da 17.ª jornada da Liga Portugal, marcado para amanhã, às 18:00, no Estádio da Luz.

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Jogo com Estoril: "A importância é a de sempre. O objetivo é ganhar todos os jogos. Quando não se consegue, o resultado é negativo para nós. O Estoril é uma boa equipa. Já os vi ao vivo, para além do trabalho que fazemos de análise. É uma equipa difícil, que joga bem, que joga um futebol muito interessante, para não elogiar mais do que isso. Mas podia elogiar ainda mais. Uma equipa que como todas aquelas que não jogam competições europeias, cada semana significa uma semana trabalho, com bons treinadores como é o caso do (Ian) Cathro. São semanas de progressão na qualidade da equipa. É uma equipa que está tranquila na classificação. Não tem medo de olhar para trás e não obrigação de olhar para cima. Não têm nada a perder e vão querer fazer um bom jogo contra nós". 

Calendário de janeiro: "Acho que para o Benfica é mais difícil do que para todos os outros. As equipas que jogam uma vez por semana, têm vantagens a todos os níveis: possibilidade de trabalhar mais, não acumulação de fadiga... Das equipas que estão nas competições europeias, acho que somos nós aquela que está em situação mais complicada para janeiro. O FC Porto e o SC Braga, com mérito, classificaram-se facilmente para a fase seguinte da Liga Europa. O Sporting também já está classificado com mérito. O Benfica tem dois jogos decisivos e com esse maravilhoso calendário que o Benfica teve na Champions. Depois de Chelsea, Newcastle e companhia, vem agora Real Madrid e Juventus. Acumulado com jogos de campeonato, com dois, esperemos, jogos da Taça da Liga, mais um da Taça de Portugal... Essa acumulação é difícil. Honestamente, há equipas que têm plantéis que lhes permite mudar muitos jogadores de jogo para jogo, que lhes permite descansar, controlar melhor os níveis de fadiga... No nosso caso, muitas alterações significam um decréscimo lógico no rendimento da equipa, no poder da equipa. Temos de pensar jogo a jogo. Se vou fazer contra o Estoril um pré-Braga na próxima quarta-feira? Não, não posso fazer isso. Tenho de jogar contra o Estoril, esquecendo que jogamos com o SC Braga na quarta-feira. Temos de ir jogo a jogo". 

Contas do título a abrir 2026: "Se calhar as pessoas não pensam como eu. A transição de 31 de dezembro para 1 de janeiro para mim não é diferente do 1 de janeiro para o 2 de janeiro. É mais um dia. A situação do calendário não me diz absolutamente nada, o réveillon não me diz nada, a roupa interior azulinha não me diz nada... Não é por aí que eu vou. Agarra-me a duas coisas: à matemática, que é óbvia - faltam muito mais do que 10 pontos em disputa -, e ao facto de sermos a única equipa que nas competições portuguesas não perdeu. O Sporting já perdeu, o FC Porto já perdeu e o Benfica não perdeu. Agarro-me à nossa equipa, que não é, obviamente, de outro mundo. Se fôssemos de outro mundo, estávamos em primeiro lugar e já qualificados na Champions. Mas somos uma equipa que com as suas forças e suas debilidades, somos uma equipa a quem não é fácil conseguir resultados. Da mesma maneira que nos últimos 14 jogos temos uma única derrota, ainda por cima em que massacrámos o adversário, o Bayer Leverkusen. Temos 10 vitórias e três empates, com o SC Braga, o Sporting, o Casa Pia... Uma equipa que perde um jogo em 14, da maneira que foi, dá-me força para acreditar que somos capazes de continuar a ganhar jogos. Há uma coisa muito óbvia, que muita gente se esquece mas eu não, é que às vezes o teu sucesso depende dos outros. A primeira volta do FC Porto é extraordinária e não dá possibilidades de quem está a fazer bem de se aproximar. Se o FC Porto deste ano fosse igual ao do ano passado, obviamente que estaríamos numa posição extraordinária. Se o Sporting deste ano fosse igual ao do Sporting do ano passado, que teve três treinadores, também estaríamos uma posição melhor, esquecendo também o que aconteceu em algum jogo por aí. O sucesso de uns depende dos outros. Nós não estamos a fazer mal, de todo, mas o que o FC Porto está a fazer tem sido extraordinário". 

Arbitragens: "Eu não tenho receio das arbitragens. Se me perguntarem qual é o árbitro para o jogo com o Estoril, eu não sei. Estou a ser honesto. Dá-me igual. Antes dos jogos, não tenho problema nenhum com os árbitros. Venha quem vier, bem-vindo. Antes dos jogos. Depois dos jogos, obviamente que analiso determinado tipo de situações, seja nos jogos do Benfica, seja dos outros, da Liga ou Liga 2. Depois dos jogos, obviamente há coisas para dizer, que não se podem esconder, que não se podem mandar areia para os olhos das pessoas porque são visíveis e lógicas. Antes dos jogos, confiança total, aceitação total. Nunca vetaria um árbitro. Não tenho medo porque acredito que o árbitro que vem para o nosso jogo irá para fazer muito bem. Se me perguntares pelo árbitro do Gil Vicente-Sporting, não te posso responder porque não jogo. Relativamente aos árbitros que apitam o Benfica, bem-vindos e boa sorte". 

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Sidny: "Vai estar no banco. Penso que não tem condições para começar. Seja do ponto de vista físico, porque já há bastante tempo que não treinava com o Estrela da Amadora, por proteção à possível transferência. Já não treina e não joga há alguns dias. Está connosco há três dias. É pouco tempo para aprender a jogar connosco, mas vai estar no banco e é uma solução boa, porque pode jogar em diferentes posições. É um miúdo tranquilo, feliz por estar aqui, com fácil integração, o português não é o melhor, mas metade da equipa é fluente em inglês. Parece-me muito bom menino com muita ilusão de jogar no Benfica. Seja qual for a direção do jogo, acredito que acabará por jogar." 

Rivais têm sido mais fortes que o Benfica? "Obviamente se o FC Porto tivesse empatado dois jogos, coisa normal num campeonato... O que o FC Porto está a fazer anormal. Se tivesse empatado dois jogos, em vez de 10 pontos estávamos a seis. Se o Sporting não tivesse sido a maravilhosa sorte de se terem equivocado, ocasionalmente, num pontapé de canto no jogo com o Santa Clara, teria mais um empate. Em vez de cinco, estaríamos a três pontos. Também dependes do que fazem os adversários diretos. Dizer que o Benfica tem feito mal nos últimos dois meses, onde não perdemos e onde deveríamos ter ganho em Braga. Em condições normais, teria ganho em Braga. Em condições normais, teríamos ganho ao Casa Pia. Acho que o árbitro do Casa Pia vai hoje ao Gil Vicente-Sporting. Teríamos mais quatro pontos... Mas, objetivamente, super parabéns ao FC Porto pelo que está a fazer. Estamos a fazer um bom trabalho, ganhámos os jogos que tínhamos de ganhar. Não ganhámos ao Casa Pia e já sabemos porquê. Empatar com o Sporting, e vamos esquecer o mérito, é um resultado normal num dérbi. Ganhar em Braga, lá estamos a voltar ao humor negro, é brilhante, porque o SC Braga é uma excelente equipa. E depois ganhámos jogos que não são fáceis de ganhar fora: Vitória SC, Moreirense e Nacional."

Jogo aberto do Estoril facilita? "Não sei se o Estoril deixa os jogos mais abertos. Se fizerem o que fizeram com o SC Braga, marcando homem e vindo à procura do adversário, não é fácil. Não sei se é mais fácil jogar com bloco baixo ou contra uma equipa que te aperta com tudo. O Estoril é uma boa equipa com bons jogadores. São equipas que não têm medo de olhar para baixo e que olham por cima com tranquilidade. Entram numa fase de estabilidade em que jogam bem e com níveis de confiança altos. É um jogo difícil para nós". 

Extremo no mercado de janeiro: "Ainda não temos, mas confesso que digo ainda sem nenhum sentido crítico, porque conheço perfeitamente as dificuldades. É com tranquilidade e muita calma que espero que algo possa acontecer. Sei que o o clube está  a trabalhar. Sei que Mário Branco, o Simão (Sabrosa) e o presidente são incansáveis. Honestamente se me perguntar, se acho que vai chegar, penso que vai chegar algum jogador com essas características, mas ainda não."

Faz mais falta Wesley, Rafa ou André Luiz? "Não vou falar de jogadores que não são nossos. Não vou alimentar mercados. Isso é trabalho dos agentes, dos clubes que querem ser vendedores, do PR e de alguns comentadores que também vivem de falar de mercado. A única coisa que posso dizer é que conheço os três nomes que falou, porque agora falam de um Batagov, que nem sequer conhecia. Obrigaram-me a ir à procura do Batagov. Sei que as coisas funcionam, mas tentem ser mais equilibrados. Não gosto de falar de jogadores que não são nossos". 

Obrador e Henrique Araújo: "Pensava que me iam perguntar por aqueles que têm jogado mais ou que se foram estreando ao longo destas semanas, mas aceito a pergunta. Um dos jogadores que cresceu comigo, no período em que aqui estou, foi o Dahl. A minha opinião. Melhorou muito. Do Dah lembro dois erros: um contra o Leverkusen e o penáltinho contra o SC Braga. E depois só me lembro de grandes jogos, de uma melhoria enorme ao nível ofensivo, porque defensivamente foi sempre certinho e regular, já fez golos e assistências importantes, acabou de fazer o golo da vitória em Braga, e é um jogador que não tem dado muitas hipóteses a quem está por trás de passar à frente. No caso do Rafa é muito difícil ter uma oportunidade, ainda por cima o Dahl recupera muito bem e não tem tido lesões. Na hora de dar alguma oportunidade, fui na direção do José Neto, não só como prémio por aquilo que fez no Mundial, mas porque convictamente achamos todos que ele tem um enorme potencial e que este tipo de oportunidades vão acelerando o processo. Se me perguntarem se o Obrador é bom ou mau jogador? Digo, sem problema, bom jogador, com potencial e coisas a melhorar, mas o Dahl não lhe deu hipótese nenhuma. O Henrique, é a mesma coisa com o Pavlidis: joga, marca, assiste, regular e a equipa está muito formatada a jogar com ele. E o Henrique também sofre um bocadinho com a situação do Ivanovic, que chegou com o comboio em andamento e que é um investimento importante do clube. O treinador tem de tentar ao máximo de ajudar o jogador a ir ao encontro das melhores capacidades, que sabemos que têm. O Henrique paga um bocadinho por isso. Relativamente a empréstimos, tudo isso está nas mãos de Mário Branco, Simão e presidente. Há regras para isso, mas acredito que até ao final de janeiro há jogadores que têm obrigatoriamente de sair para o seu próprio bem e para jogarem".