"Sentiu-se várias vezes que estava quase feito. Mas mudava dia após dia. Acabou da pior forma possível. Falhar uma transferência por um minuto é duro", assumiu Jota Silva, em entrevista ao The Athletic.
O extremo português de 26 anos, recorde-se, tinha acordo fechado com o Sporting, onde iria rumar por empréstimo do Nottingham Forest, por 4,5 milhões de euros, com opção de compra de 15 milhões.
"Não tenho problemas com o Forest ou o Sporting... mas não vou mentir. Foi difícil. Quando recebi a chamada a dizer que os documentos não foram entregues a tempo... o meu mundo desabou. Mas no dia seguinte, acordei às 8 da manhã e fui treinar. Os meus colegas de equipa ajudaram-me. Fiquei calado e não falei, porque naquele momento, podia dizer coisas por impulso", recordou o extremo, que trocou o Vitória SC pelo Nottingham Forest em 2024/2025 mas acabou por ser pouco utilizado num clube onde viveu e vivenciou vários problemas internos.
"Somos humanos e sentíamos isso. Quando lês notícias sobre o treinador (Nuno Espírito Santo) poder sair, é normal perceber que algo pode acontecer. Todos os dias chegávamos ao clube sem saber o que ia acontecer. Depois do treino, era pegar no telemóvel e ver: ‘Haverá surpresa hoje?’", lembrou.
Agora no Besiktas, Jota Silva leva 10 jogos oficiais e três golos.
"Encontrei o Besiktas e quero estar aqui. Posso jogar, posso mostrar o meu futebol. Estou feliz", assumiu o internacional português.
"Sinto algo parecido com o que sentia no Forest: somos uma equipa que luta até ao fim. Se fores um cão dentro de campo, tens sempre uma hipótese", acrescentou Jota Silva, que ainda luta pelo sonho de regressar à Seleção Nacional, onde foi chamado por duas vezes.
"Se eu jogar com a garra que sei que tenho, o mínimo é que o selecionador saiba o meu nome. Se depois me escolher ou não, isso já depende dele", afirmou.

