Durante a apresentação da candidatura intitulada Só Vitória e das respetivas propostas eleitorais, o candidato, de 51 anos, realçou o acordo parassocial firmado com o fundo detentor dos ingleses do Aston Villa, proprietário de 29% da SAD vitoriana, exige conversações para implementar o seu projeto desportivo e financeiro, daí pretender um envolvimento mais profundo da entidade.
“O que nos foi avançado pela equipa financeira do Vitória é que a relação com o V Sports é neutra. Está no limbo. Quero reativar a parceria, mais do ponto de vista estrutural do que do ponto de vista financeiro”, disse aos jornalistas, após a cerimónia decorrida no centro histórico de Guimarães.
Candidato pela segunda vez à liderança do clube, depois de ter perdido em 2018 contra o então presidente Júlio Mendes, nas eleições mais equilibradas da história dos minhotos, Júlio Vieira de Castro realçou que o V Sports já provou competência no emblema de Birmingham, que, nesta época, venceu a Liga Europa e foi quarto na Premier League.
Pronto a tornar o Vitória “mais forte, mais organizado, mais competitivo e mais respeitado”, o candidato preconiza um modelo de organização para o futebol com um diretor de futebol profissional, que implementa a estratégia da administração da SAD, e um diretor desportivo, incumbido das contratações e do planeamento do plantel, embora os dois cargos possam ser exercidos por uma só pessoa.
“No organograma, estão lá dois, mas pode ser só um. Temos o perfil preconizado, quer do diretor desportivo, quer do diretor-geral, quer do treinador. Quanto ao treinador, jamais se tomará uma decisão ou será anunciado quem quer que seja sem se falar com o Gil Lameiras, que merece todo o nosso respeito”, disse, esclarecendo também o ponto da situação quanto ao comando técnico.
A candidatura de Júlio Vieira de Castro também defende a criação de um departamento de performance para o desenvolvimento integral do atleta, o uso intensivo de dados na observação e contratação de jogadores e a aplicação de princípios de jogo comuns a todos os escalões de formação.
Quanto à área financeira, o candidato dizer ter “um projeto entre três a seis anos”, que contempla a elaboração de um mapa completo do passivo, cujo valor era de 69,45 milhões de euros (ME) no final da época 2024/25, no primeiro ano de mandato, a redução de custos num prazo de dois anos e a fixação de um limite máximo de 35% para o peso do saldo líquido das transferências nas receitas.
Num programa que menciona ainda a equipa feminina de futebol e as várias modalidades do clube, Júlio Vieira de Castro propõe ainda uma auditoria às contas, a criação de um museu e a implantação da Fundação Vitória, para o clube “devolver à sociedade aquilo que ela lhe dá”.
Júlio Vieira de Castro é um dos quatro candidatos às eleições de 13 de junho, a par de Belmiro Pinto dos Santos (lista A), Viriato Sampaio (lista C) e de Rui Rodrigues (lista D), no sufrágio com mais listas na história do clube minhoto, que se vai realizar após a demissão do presidente em exercício, António Miguel Cardoso, em 14 de abril.
