O Relatório de Atividade e Contas, aprovado em Assembleia Geral ordinária, realizada na sede do organismo, no Porto, apresenta receitas consolidadas do Grupo Liga Portugal de 32,64 milhões de euros, cerca de 2% acima dos 32,14 milhões registados em 2024/25.
Questionado pelos jornalistas sobre o resultado operacional de gestão ter superado em 46,1% os cerca de 580 mil euros previstos no orçamento, o presidente da LPFP, Reinaldo Teixeira, atribuiu a diferença ao comportamento das receitas e dos gastos.
“São duas coisas. Mais receitas e mais poupança, ou seja, conseguir aumentar mais a rubrica das receitas e também reduzir os custos, ou seja, os gastos”, afirmou o dirigente no final da reunião magna, onde apenas não estiveram presentes representantes do Gil Vicente (Liga) e Académica de Coimbra (Liga 2).
Ainda nas contas apresentadas, as vendas e serviços prestados cresceram cerca de 20%, de 6,55 para 7,86 milhões de euros, evolução que o relatório atribui sobretudo às multas e protestos, apostas desportivas e inscrições e transferências.
Reinaldo Teixeira confirmou o crescimento das duas primeiras componentes (multas e apostas), explicando que a receita com multas aumentou apesar da redução das ocorrências.
“Apesar do melhor comportamento dos adeptos, com menos ocorrências, as sociedades desportivas aprovaram um aumento dos valores (das multas). As infrações mais recorrentes tiveram um aumento de valor, assim como as reincidências. Por isso se verificou um incremento dessa receita”, explicou.
Ainda nas contas, verificou-se um aumento de cerca de 80% dos juros e gastos similares suportados pelo Grupo Liga Portugal, que passaram de 463,7 mil euros em 2024/25 para cerca de 835 mil em 2025/26.
Reinaldo Teixeira explicou que o aumento dos encargos financeiros está relacionado com o financiamento da Arena Liga Portugal e com o fim do período inicial de carência, lembrando que “foram agora os 12 meses refletidos desse pagamento de juros” e apontando que no exercício anterior tinham sido apenas “cerca de quatro ou cinco meses”.
Apesar dos encargos, o fluxo de caixa das atividades operacionais foi positivo em 3,31 milhões de euros, depois de ter sido negativo em 5,10 milhões em 2024/25, tendo sido amortizados cerca de 1,29 milhões de euros de financiamentos durante o exercício, sem recurso a novos financiamentos.
Reinaldo Teixeira disse estar “satisfeito e orgulhoso” com os números apresentados, vincando um caminho de solidez financeira do organismo.
“É gratificante considerar estes números. Estamos muito empenhados em continuar a fortalecer uma cultura e uma disciplina de poupança e em fazer tudo para aumentar ainda mais a receita”, completou.
A Assembleia Geral apreciou ainda a proposta da direção para imputar o saldo positivo da prestação de contas da exploração comercial das competições e a afetação de uma verba orçamental não executada a um fundo de apoio à certificação do videoárbitro (VAR).
