Recorde aqui as incidências do encontro
Gil Lameiras (treinador do Vitória SC):
“Olharmos para nós e perceber o que tínhamos de melhorar foi importante. Não estava à espera que a equipa desse já esta resposta (uma goleada), mas não me admira pelo que têm trabalhado, pela forma como têm acreditado nas ideias desta equipa técnica. Os jogadores têm sido impecáveis. Não estava à espera deste resultado, mas os jogadores fizeram por merecê-lo.
No jogo com o Famalicão, não quisemos alterar absolutamente nada e sofremos dois golos (derrota por 1-2). Com o Benfica, cometemos erros com bola (derrota por 3-0). Nestas duas semanas (de interrupção competitiva), quisemos trabalhar o critério com a bola, os espaços por onde entrar com ela, o como e o porquê. A equipa marcava alguns golos, mas sofria sempre muito. Os jogadores têm trabalhado a 1.000%, para que as coisas surjam de forma natural.
Não há titulares indiscutíveis. O facto de ter treinado o Miguel (Nogueira) não significa que tenha mais benesses do que os outros.
O João (Mendes) até agora não tinha feito grandes jogos. Sabemos do talento que tem a nível defensivo e a nível ofensivo. Dou uma palavra ao Samu (marcador de penáltis) por ter dado a bola ao João (para marcar o seu primeiro golo pelo Vitória SC em 79 jogos oficiais). São esses pequenos sinais que mostram a coesão do grupo.
Está condicionado fisicamente, daí ter ficado de fora (Rodrigo Abascal)”.
Gonçalo Feio (treinador do Tondela):
“O Vitória está de parabéns. Ganhou o jogo e foi muito eficaz. Numa tentativa de mudar a identidade da nossa equipa, de querer ser mais protagonistas e de tirar ao Guimarães a bola em sua casa. Não estivemos bem preparados para a perda da bola.
Sabíamos que não íamos fazer um jogo perfeito, mas a primeira transição do Guimarães acabou em golo. A equipa não perdeu discernimento, mas, na segunda transição, sofreu um segundo golo. No início da segunda parte, sofremos o 3-0. O jogo, do ponto de vista da luta por pontos, acaba aí. É um momento muito complicado para a equipa. Sofrer dois golos tão cedo afeta bastante a confiança dos jogadores.
Temos sete jogos. Ainda só dependemos de nós. Aprendi muito sobre a minha equipa, a nível competitivo. O processo até aqui, ao nível da aquisição (de conhecimentos). Foi um dia terrível para nós, mas cabe-nos continuar a trabalhar e reagir. Acredito no objetivo (a manutenção).
Acreditávamos que, com esta estrutura, poderíamos tirar o máximo rendimento contra este adversário. Quanto à competitividade interna, tenho muitas posições onde a decisão passa por detalhes e pelo trabalho da semana. Em diferentes momentos até ao final da época, vamos ter de contar com diferentes jogadores. Quero todos os jogadores ligados e dentro do barco.
A qualidade de execução no último terço do Guimarães fez-me lembrar muito o futebol europeu, jogos com equipas boas do futebol europeu. Certas perdas de bola sem estrutura de apoio levam a que a outra equipa nos castigue. O Vitória marcou cinco golos em cinco remates enquadrados. O nosso processo defensivo em bloco baixo tem de ser melhor”.
