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Após o desaire no reduto do Alverca (2-1), num encontro “muito exigente do ponto de vista físico”, em que a sua equipa mostrou “coisas boas”, mas “perdeu gás” e capacidade para “ganhar duelos” à medida que o tempo avançava, o treinador perspetivou um “jogo completamente diferente” com os açorianos, em que o detalhe pode fazer a diferença.
“Queremos mandar, queremos roubar a bola ao Santa Clara, queremos melhorar o processo ofensivo, ter aproximações perigosas e lutar pela vitória (…) Tirando cinco equipas que têm argumentos diferentes, todas as outras equipas lutam pelo mesmo objetivo. O nível é muito semelhante. Quando há competitividade extrema, o que faz a diferença é o detalhe”, disse, na conferência de antevisão.
Com o guarda-redes Caio Secco e o defesa Michel indisponíveis para a partida de sábado, devido a lesões, o técnico, de 36 anos, frisou que a equipa de Moreira de Cónegos tem de “colocar a bola a andar depressa” para superar a organização defensiva de um oponente que considera valer mais do que o 14.º lugar que ocupa.
“Temos um adversário muito difícil pela frente. A classificação não traduz o seu valor, a nível individual e coletivo. É uma equipa muito organizada, à qual é difícil de fazer golos. É forte em todos os momentos. Os pontos que vai perdendo são muito no detalhe. Tem muito valor, na continuidade do excelente trabalho feito pelo Vasco (Matos)”, disse.

O timoneiro da equipa minhota reconheceu ainda que era “mais fácil” para si que o mercado de transferências “fechasse antes da primeira jornada e não abrisse mais até ao final do campeonato”, mas lembrou que “o Moreirense é um clube de mercado”, a propósito das quatro saídas até agora confirmadas na janela de inverno – Marcelo, Ofori, Joel Jorquera e Guilherme Schettine.
Questionado sobre a hipótese de mais jogadores saírem do plantel até ao final de janeiro, Vasco Botelho da Costa sublinhou que o emblema do concelho de Guimarães, sexto classificado da Liga, tem “um projeto muito bem definido” e vai ter “um grupo mais forte” após o encerramento do mercado.
Sem preocupações pelas saídas se darem antes de possíveis entradas, o treinador rejeitou a necessidade de encontrar substituto para Guilherme Schettine, melhor marcador dos vimaranenses na Liga, com nove golos, tendo mostrado confiança em Yan Lincon e Luís Hemir.
“Estamos muito satisfeitos com o Yan e com o Luís. O Luís chegou tarde e tem trabalhado muito. O Yan teve o infortúnio de ter uma lesão prolongada e já está a 100%. Eles têm de morder os calcanhares um ao outro. O facto de termos agora mais jogadores que não estavam tão em jogo é mérito dos atletas, pela forma como trabalharam e conquistaram a confiança”, referiu.
O Moreirense, sexto classificado da Liga portuguesa, com 27 pontos, recebe o Santa Clara, 14.º, com 17, em partida agendada para sábado, às 15:30, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos, no concelho de Guimarães, com arbitragem de João Pinheiro, da associação de Braga.
