Com três épocas consecutivas sem vencer o campeonato, do qual é recordista de troféus, com 38, os encarnados têm como último êxito no futebol a Supertaça do último ano – mais uma Supertaça (2023) e uma Taça da Liga (2024/25) -, uma pífia conquista para os seus pergaminhos.
Desde a Liga conquistada por Roger Schmidt em 2022/23, a direção de Rui Costa viu passar mais dois treinadores, Bruno Lage e José Mourinho, e na época que agora arranca chegou Marco Silva.
Marco Silva entra no Benfica depois de 10 épocas fora de Portugal, as últimas cinco nos ingleses do Fulham, mas ao plantel encarnado parece ainda faltar matéria-prima, jogadores diferenciados, que ofereçam mais qualidade e soluções.
As maiores baixas são as do capitão Nico Otamendi, de regresso à Argentina, e do também central António Silva, transferido para o Bournemouth, numa defesa que precisa de ser reconstruída.
Numa pré-época em que não contou de imediato com os mundialistas Dedic (Bósnia), Tomás Araújo (Portugal), Dodi Lukebakio (Bélgica), Richard Ríos (Colômbia), Fredrik Aursnes e Andreas Schjelderup (Noruega), o Benfica arranca ainda a 'sondar' o mercado.
Para já, constam, além de Araújo, os novos Clément Lenglet (central ex-Atlético de Madrid) e Gabriel Indio (ex-Athletic MG), precisamente para o eixo da defesa, mas com Marco Silva a assumir que espera a contratação de mais um central.
Outras novidades são o avançado Jhon Durán (cedido pelo Al Nassr) e o extremo Jakub Kaminski (ex-Colónia), embora pareça faltar um jogador que faça, verdadeiramente, a diferença, para melhor, no meio-campo das águias.
Ao correr contra o tempo e sem ter todas as soluções ao dispor, o Benfica começou como acabou a anterior época, pouco convincente e sem a ideia de ter um plantel equilibrado ou um conjunto suficientemente forte para concorrer com os rivais.
O presidente do clube, Rui Costa, chegou, ainda antes da derrota na primeira mão da segunda pré-eliminatória da Liga Europa com o St. Gallen (2-1), a prometer que o mercado ainda iria mexer para o lado encarnado, o que parece ser uma urgência.
Será uma época de grande pressão para a estrutura benfiquista, obrigada a fazer muito melhor e quando, pela primeira vez em 17 anos, não competirá na Liga dos Campeões, a elite do futebol europeu.
