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Liga Portugal 2026/27: Sporting procura regressar aos títulos em início de ciclo sem margem de erro

Rui Borges, treinador do Sporting
Rui Borges, treinador do SportingMoreira/NurPhoto / Shutterstock Editorial / Profimedia

O Sporting procura regressar aos títulos, no futebol, numa época de renovação e início de um novo ciclo para o qual o técnico Rui Borges parte fragilizado aos olhos dos adeptos, após uma temporada vazia de troféus.

A derrota na final da Taça de Portugal, frente ao Torreense (2-1, após prolongamento), da Liga 2, colocou o técnico leonino no olho do furacão, menos de um mês após renovar contrato, até 2028, quando o desejado tri já não era mais do que uma miragem.

E o voto de confiança do presidente Frederico Varandas surgiu no culminar de uma época onde a equipa orientada pelo transmontano já tinha perdido, também, a Supertaça, para o Benfica (1-0), e a Taça da Liga, nas meias-finais, frente ao Vitória SC (2-1).

Nem a melhor participação de sempre na Liga dos Campeões (quartos de final) foi bálsamo suficiente para os adeptos verde e brancos e o desastre no Jamor, frente a um adversário do escalão inferior, deixou o treinador sem margem de erro no arranque da nova época.

O escândalo precipitou também o início de uma profunda renovação do plantel leonino, que só deverá ficar concluída no início de setembro, quando encerrar o mercado de transferências.

Neste verão, os leões já viram partir, entre outros, vários jogadores determinantes no período vitorioso que durava desde 2021 e já gastaram mais de 100 milhões de euros em reforços, quatro dos quais para o meio-campo, onde a renovação se transformou em revolução.

O capitão Morten Hjulmand, que rumou ao Atlético Madrid, é a baixa mais sonante nessa zona nevrálgica, mas Morita (Hull City), em fim de contrato, também partiu, enquanto Daniel Bragança e Kochorashvili não devem ter lugar no plantel para 2026/27.

Em sentido inverso, chegaram quatro reforços para a casa das máquinas: o espanhol Sergi Altimira veio do Betis, da LaLiga, o italiano Issa Doumbia transferiu-se do Veneza, após ajudar o clube a regressar à Serie A, o dinamarquês Silas Andersen deixou o Hacken, com a Liga sueca já em andamento, e o brasileiro Pedro Lima foi recrutado ao AFS, despromovido à Liga 2.

Mas o reforço mais sonante para Rui Borges foi recrutado internamente: o avançado Rodrigo Zalazar, ex-SC Braga, custou 30 milhões de euros e tornou-se na contratação mais cara de sempre do Sporting.

O uruguaio reforça uma zona de onde Francisco Trincão já saiu para o Al-Ahli, da Liga da Arábia Saudita, país para onde deve rumar, também, Pedro Gonçalves e para onde o Sporting ainda só assegurou a entrada do inglês Jesse Derry, jovem de 19 anos emprestado pelo Chelsea.

Pote já nem foi utilizado por Borges no último jogo da pré-temporada, frente aos ingleses do Nottingham Forest, clube que se apresenta como o destino mais provável do defesa central Diomande, também ausente nesse encontro, cuja saída já foi acautelada com a aquisição de Ibrahima Ba ao Famalicão.

Desde 2020/21, época iniciada com Ruben Amorim ao leme, o Sporting conquistou três títulos de campeão nacional (2020/21, 2023/24 e 2024/25), uma Taça de Portugal (2024/25), uma Supertaça (2021) e duas Taças da Liga (2020/21 e 2021/22).

Mas em 2025/26, o clube de Alvalade não acrescentou qualquer troféu às suas vitrines, cenário que procura alterar a partir de sábado, quando visitar o Estrela da Amadora na primeira jornada da Liga portuguesa 2026/27.

Com a entrada direta na fase de liga da Liga dos Campeões assegurada através do ranking da UEFA, onde vai tentar, novamente, chegar o mais longe possível, o Sporting aponta também a mira aos restantes títulos a nível interno: a Taça de Portugal e a Taça da Liga.

Mas o grande foco dos leões está na Liga, onde visitam, logo na primeira volta, SC Braga (oitava jornada), FC Porto (12.ª) e Benfica (16.ª), principais rivais que Rui Borges não conseguiu vencer, para o campeonato, na última época, antes de os receber, na segunda volta, em espelho, nas 25.ª, 29.ª e 33.ª de 34 jornadas.

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