Liga Portugal: Álvaro Pacheco admite "intranquilidade", João Henriques não entende expulsão

O cumprimento entre Álvaro Pacheco e João Henriques
O cumprimento entre Álvaro Pacheco e João HenriquesCARLOS BARROSO/LUSA

Declarações dos treinadores de Casa Pia, Álvaro Pacheco, e AFS, João Henriques, após o jogo da 19.ª jornada da Liga Portugal, disputado em Rio Maior e que terminou empatado 3-3:

Recorde aqui as incidências do encontro

Álvaro Pacheco (treinador do Casa Pia):

“Com o estado do tempo e do relvado, o Casa Pia teve uma abordagem muito boa ao jogo, numa primeira parte a jogar contra o vento, fomos equilibrados na defesa e faltou-nos mais capacidade de saída, o que não era fácil. O jogo direto do AFS dificultava, mas fizemos um jogo muito inteligente e podíamos ter feito o 2-0, pelo Tiago Morais.

Sabíamos que ia haver mais espaço na segunda parte, com mais bola e que poderíamos começar a ligar mais o jogo, a jogar pelas laterais e a tentar os lances ao segundo poste, foi assim que fizemos o 2-0 e até chegámos ao 3-0 sem que o AFS tenha criado oportunidades.

Depois, a equipa desligou-se um bocado, mesmo quando o AFS estava descrente, cometemos erros coletivos e deixámo-los entrar no jogo. Isso deu-nos intranquilidade, nervosismo, mas penso que é injusto sofrer o golo no último lance do jogo, merecíamos ter conquistado os três pontos e saímos frustrados por isso. 

Notou-se bem a ansiedade por ainda não ter ganhado. A equipa necessita de pontos, queiramos muito regressar às vitórias aqui, contra um adversário direto. Não me prendo a desculpas, concentro-me nas soluções, mas, sim, penso que o José Fonte vai permanecer ausente entre cinco a seis semanas”.

João Henriques (treinador do AFS):

“O AFS fez hoje o que tem feito e o que fez na semana passada com o Arouca, quando tivemos a infelicidade de não pontuar, quando, se calhar, até merecíamos ganhar.

Este grupo está mesmo de parabéns, pelo que fizemos hoje, pelo que fizemos durante a semana, por todas as adversidades, pelos percalços na viagem, pela adaptação às condições climatéricas e, finalmente, por ter levado um soco no estômago logo a abrir e reagir como reagimos.

Numa segunda parte atípica, quando já merecíamos o empate ou algo mais, um lance duvidoso de fora de jogo no golo e acontece mais uma escorregadela e o 3-0, depois de estarmos por cima durante praticamente todo o jogo. No final, devo dar os parabéns a todos os intervenientes no jogo, num campo difícil, em que foi preciso fazer uma adaptação às adversidades e em que apenas uma equipa esteve abaixo do que devia estar.

Se eu tiver de ser expulso e ganharmos, eu assino por baixo, mas, pelo menos, que eu saiba o motivo. Esta foi a minha primeira expulsão em Portugal. Não insultei ninguém, por isso, vou esperar pelo relatório para conhecer o motivo.

Vamos jogar até ao fim desta forma, é esta a forma de estar dos jogadores, que encontrei cabisbaixos, mas que já estão a acreditar mais e a sentir que é possível. Acreditamos muito que vamos conquistar pontos e que este foi o primeiro de uma longa e difícil caminhada para assegurar a manutenção”.

Leia aqui a crónica e veja os golos