Recorde aqui as incidências do encontro
Custódio Castro (treinador do Alverca):
“À imagem do que foi o jogo com o Guimarães, podíamos ter sofrido golo no início da segunda parte, devido a uma perda de bola, ou seja, um erro não forçado. Faltou-nos sermos mais pressionantes e físicos durante o jogo como fomos nos últimos quinze minutos.
Na primeira parte é verdade que estávamos a jogar contra o vento, mas faltou-nos ritmo na circulação, vantagem do três contra dois na construção, e sentirmos um pouco mais os espaços com o Chiquinho e o Figueiredo para empurrarmos o AFS mais para trás.
Disse aos jogadores que era muito importante sermos fortes na primeira parte, mas jogámos num ritmo demasiado baixo para aquilo que queríamos ter jogado. Muitas vezes, com o jogo a decorrer, cria-se um sentimento de urgência. Tentei passar essa energia durante a semana, que pudessem visualizar o jogo em termos táticos mas também em termos mentais.
Muita gente olha para as classificações e isto acaba por afetar a performance. Não foi por falta de aviso. Era preciso essa consistência e mais cedo. Se olharmos para o jogo podíamos ter ganho, mas o AFS também teve duas boas oportunidades. Faltou-nos alguma precisão no último passe e faltou finalizar.
Os pontos nesta fase da época são caros. Sabemos que todas as equipas estão à procura deles, e se olharmos para o AFS, está na última posição, mas nos últimos quatro jogos ganhou ao Estoril (3-0), empatou com o Estrela e com o Alverca e perdeu com o Benfica na Luz.
Todas as equipas têm qualidade e são difíceis, e nessa falta de humildade não caímos. Agora é preciso ter a mentalidade certa, a consistência certa. Queríamos muito alcançar os 30 pontos, foi essa a mensagem passada aos jogadores, mas a verdade é que temos mais um ponto em relação à jornada anterior”.
João Henriques (treinador do AFS):
“Foi um jogo equilibrado e o resultado acaba por ser justo, pese embora as melhores oportunidades terem sido do AFS. Na primeira parte duas situações, com o Diego isolado e depois o Neiva ao segundo poste com uma situação para fazer golo, e depois o remate ao poste do Roni na segunda parte, foram provavelmente as melhores oportunidades do jogo.
O Alverca teve mais intensidade perto da nossa área nos últimos cinco ou dez minutos, com cruzamentos inconsequentes e algumas situações de perigo que resolvemos da melhor forma.
Fomos um pouco curtos em termos ofensivos, mas o principal sentimento é que vamos para o terceiro jogo (em quatro) com a baliza a zeros, com a equipa organizada e os jogadores mais confiantes naquilo que estão a fazer. Estamos cada mais perto de vencer, e sentimos que a equipa está cada vez melhor, pena é a jornada em que já estamos no campeonato.
(Satisfeito com o empate?) Não, de todo. Estivemos condicionados com algumas lesões e tivemos de alterar. Já vínhamos condicionados e até reforços que chegaram, jogaram trinta minutos e lesionaram-se. Queríamos mais do jogo, até porque quando fizemos as alterações eram para crescermos no jogo. Sentimos que o Alverca iria querer arriscar, mas não aconteceu assim, ficámos mais curtos, mas controlámos bem o Alverca nos últimos minutos.
Somos a única equipa que ainda não venceu fora e queríamos fazê-lo. Fomos perigosos, criámos algum frisson, queríamos vencer. Saio satisfeito com o crescimento da equipa, não com o resultado”.
