Liga Portugal: As declarações dos treinadores após o Famalicão-Moreirense (1-1)

Hugo Oliveira, treinador do Famalicão
Hugo Oliveira, treinador do FamalicãoJOSÉ COELHO/LUSA

Declarações dos treinadores do Famalicão e do Moreirense no final do encontro da 29.ª jornada da Liga Portugal, que se realizou em Vila Nova de Famalicão.

Recorde as incidências da partida

Hugo Oliveira (treinador do Famalicão):

“O resultado quantitativo é algo frustrante, mas, em termos exibicionais, estou orgulhoso. Orgulhoso daquilo que é a prestação da equipa, dos caminhos que seguimos e da dedicação dos jogadores. Criámos muitas situações, mas para ser golo a bola tem de passar a linha e só conseguimos isso uma vez.

Se as equipas começam a olhar para o Famalicão como olham para uma equipa grande, a baixar linhas, a fechar espaços, a jogar com linha de cinco, isso obriga-nos a encontrar soluções, a rodar, a procurar por dentro e por fora. Houve boas exibições individuais e uma boa exibição coletiva, apesar de termos sofrido um golo cedo. Houve ambição, emoção e trabalhamos para dar isso aos adeptos. É pena que o resultado não tenha sido melhor, mas os adeptos estiveram fantásticos e temos de levantar a cabeça.

A definição é o mais difícil no futebol. Criar é difícil e nós criamos muito, sobretudo para o nível do clube e para aquilo que pretendemos. Estamos a fazer uma época extremamente positiva, já igualámos os pontos da época passada, mas depois falta fazer a bola passar a linha. Muitas vezes valorizamos os guarda-redes adversários, que fazem grandes exibições contra nós.

Tudo isto vai preparar os jogadores para o futuro, para outros patamares. Esta forma de estar, corajosa, agressiva, competitiva, nem sempre traz resultados imediatos, mas faz-nos crescer. Hoje somámos um ponto, que é importante, embora ache que poderíamos ter vencido. Ainda assim, ganhámos coisas importantes no nosso caminho coletivo e na qualidade do nosso jogo.

Em relação ao Óscar, estamos felizes por o ter de volta. O mais importante é a saúde. Esteve muito tempo parado e agora precisa de ganhar ritmo, sem pressão. É um jogador importante para nós, mas nesta fase queremos apenas ajudá-lo a regressar gradualmente. As expectativas maiores são para a próxima época. O mais importante é que está bem e de volta ao grupo.”

Vasco Botelho da Costa (treinador do Moreirense):

“Acho que o jogo teve duas partes completamente distintas. Na primeira estivemos bem a entender aquilo que o jogo pedia, sobretudo na construção e na procura da profundidade. Na segunda parte já foi mais difícil, muito por causa da dimensão física que o Famalicão colocou no jogo.

É uma equipa muito forte, bem trabalhada, e não é fácil dominá-la durante 90 minutos. O Famalicão criou muito perigo nas bolas paradas, com bolas a passar muito perto, cortes em cima da linha e grandes defesas do André, o que lhes deu confiança e nos empurrou para trás.

Fomos muito competitivos, lutámos muito, e se recuámos foi porque fomos obrigados. Queríamos ganhar, não conseguimos, mas este é um ponto que os jogadores merecem.

Queríamos ganhar, não conseguimos, mas acho que, pela atitude que tiveram, os jogadores mereciam sair daqui com pontos. Foi um jogo que foi para uma dimensão que não gostamos tanto, mas tivemos de dar resposta. Num campeonato em que é muito importante somar, pontuar fora contra uma das melhores equipas é sempre melhor do que perder.

Nós gostamos é de ganhar, é isso a que nos habituámos, mas o foco tem de ser no processo, perceber o que fizemos menos bem, porque perdemos capacidade de pressão e o que temos de corrigir, sobretudo nas bolas paradas.”

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