Cristiano Bacci (treinador do Tondela):
“Não acredito na sorte, mas acredito na injustiça e hoje foi um claro exemplo de injustiça e no futebol existe também, mas temos de acreditar e eu acredito, porque vejo a equipa a jogar muito bem.
Fomos superiores ao SC Braga, sem dúvida nenhuma. É claro que depois de momentos como um penálti, um momento de decisão, temos de melhorar, sem dúvida.
A injustiça hoje não foi uma coisa subjetiva, foi objetiva, esteve aos olhos de todos o que fizemos no campo e nós tivemos o controlo total do jogo, inclusive, quando não tivemos bola, porque o Braga não conseguia fazer nada.
A injustiça não nasce de algum lado, aparece, é a vida. E, às vezes, quando não dá, é quando temos de acreditar mais, porque a coisa mais fácil é deixar, largar, dizer que não temos sorte.
Eu acho que o trabalho está aos olhos de todos e a malta merece mais e merece pontuar num jogo assim, mas é assim, temos de nos unir ainda mais e acreditar.
A mentalidade foi forte, perfeita, contra uma equipa grande, sem medo de jogar, sem medo de errar, por isso, é continuar. Se o jogo terminasse empatado, eu não estaria feliz. Digo-o de forma clara. Imagina agora, que fomos derrotados.
O trabalho na cabeça dos jogadores é ainda mais difícil quando o resultado é assim, como este, mas trabalhar é o meu ponto forte e, por isso, não vou baixar a cabeça, porque estou convencido que é a maneira certa para sair desta situação.”
Carlos Vicens (treinador do SC Braga):
“Houve um esforço coletivo grande. A partida começou à procura do resultado, da vitória, a dominar, e não foi fácil, porque quando chegavam ao último terço do campo havia muita acumulação de jogadores.
Na segunda parte, é verdade, que o jogo abre mais, também porque nos expusemos um pouco mais e tivemos a pouca sorte de um penálti no adversário e a expulsão de um jogador, ficamos com menos um, e aí foi uma boa defesa do Hornicek.
Tivemos a ambição de marcar o golo o que nos deu um penálti e acabámos por marcar, então, a partida teve vários momentos, um pouco mais caótico no final, mas o espírito da equipa, a energia, deu-nos a vitória.
A equipa lutou pela vitória ao longo de todo a partida (…) com a criação de oportunidades, com uma boa intervenção de Bernardo Fontes e toda essa energia que foi transmitida no jogo foi o que permitiu a vitória hoje, então, diria que, não por uma margem grande, mas sim, a equipa merecia a vitória.
Havia coisas que esperávamos, como a construção que fazem para te atrair e depois penalizarem-te na profundidade e é uma equipa que trabalha muito as bolas paradas.
Com este tipo de jogadores, como Aïko e Maranhão, nunca podes ficar tranquilo. O tipo de jogo que se tornou na segunda parte, não me surpreendeu, pelas armas que o Tondela tem.”
