Recorde as incidências da partida
Carlos Vicens (treinador do SC Braga):
“Era um jogo importante para nós em muitos aspetos, o Arouca atravessava um bom momento e íamos precisar de estar a um bom nível para ganhar. Vínhamos de um esforço muito grande na quarta-feira e no sábado passado, e havia jogadores que mostravam fadiga acumulada também pelos jogos internacionais pelas suas seleções.
Não foi um jogo brilhante, controlámos na primeira parte, mas não fizemos golo. Na segunda parte, a energia diminuiu e fizemos as substituições para não haver tanta flutuação. Depois, pusemo-nos na frente e acabámos a sofrer, ficámos com 10. A energia não era a mesma e com o Arouca à procura do golo, teve que haver um grande esforço dos jogadores para manterem a baliza a zero. Saio satisfeito com isso e agora queremos recuperar deste jogo.
(Tiknaz fez estreia a titular) Vimos um Tiknaz a querer ter bola, a jogar ao lado de João Moutinho entende-se bem, essa experiência ajuda-o. Como é normal, na segunda parte a energia faltou um pouco, mas vemos que é um jogador esforçado, de luta, que deu tudo em campo para ajudar a equipa a somar três pontos.
(A razão para a exibição menos conseguida foi as muitas alterações ou estar com a cabeça no jogo da Liga Europa?) A equipa não estava com a cabeça no jogo do Betis. A equipa esforçou-se, ganhou e seguimos em frente.
O Paulo Oliveira já estava previsto entrar, porque o Vitor Carvalho já não jogava há dois meses e meio e decidimos, para não correr riscos, fazer a alteração ao intervalo.
Entrada do Pau Victor? Necessitávamos de pernas frescas entre linhas e o Pau Victor podia dar-nos isso, tal como o Gabri Martínez, além da profundidade e ter boa chegada à área”.
Vasco Seabra (treinador do Arouca):
“Fizemos um jogo muito capaz e consistente. A primeira parte foi muito difícil, o SC Braga dominou sem conseguir criar oportunidades de golo. Nós tivemos dificuldades em ter a bola, mérito do SC Braga. Na segunda parte, e desde o início, dividimos mais o jogo e a posse de bola, tivemos a melhor oportunidade com o jogo 0-0 com o Barbero diante do Hornicek. Não fizemos e, na primeira ocasião, o SC Braga marcou. Depois do golo tivemos ainda maior domínio, forçámos o SC Braga a ir mais para trás e surgiu o lance do penálti. Infelizmente, não marcámos porque se o tivéssemos feito, e com a expulsão no SC Braga, teríamos tudo para ir à procura da vitória. Mas, estou muito feliz com os meus jogadores, mas frustrado com o resultado.
(Esteve de coração nas mãos por não ter guarda-redes suplente?) Não. Tenho 200 e tal jogos na I Liga e nunca se lesionou nenhum guarda-redes das minhas equipas. Não ia pensar nisso hoje e tenho confiança total no Vinarcik e que ia fazer uma boa exibição. Aliás, a dúvida já estava no ar se seria o João Valido ou ele. Sentimos que merecia uma oportunidade e surgiu agora pelo infortúnio de João Valido. Foram mais os jogadores a brincarem nos treinos sobre quem seria o guarda-redes do que eu preocupado com essa questão”.
