Recorde aqui as incidências do encontro
Ian Cathro (treinador do Estoril Praia): “
Mantivemos o equilíbrio em muitos momentos do jogo. O Casa Pia entrou com uma pressão mais agressiva do que estávamos à espera e percebemos como podíamos fugir a essa pressão. Mostrámos uma boa qualidade de jogo, a nível de posse, organização, talvez não tenhamos conseguido atacar tão bem a profundidade em zonas de finalização. Acho que os jogadores fizeram um jogo muito competente.
Qualquer equipa com o João Carvalho em campo ia sentir a falta por ele não estar. É um jogador incrível, com uma inteligência fora do normal, capacidade técnica e é muito importante para nós. Mas não foi por ele não estar que não marcámos. Faltou a agressividade para atacar o espaço entre os centrais e temos de ser justos com o trabalho que os jogadores fizeram. Queríamos ganhar e passamos para 34 pontos.
(Falta de produção ofensiva) Espere, espere... Nós não podemos chegar a um ponto de esperar que o Estoril faça três ou quatro golos por jornada. Temos de baixar a bola um bocadinho e ter um pouco de calma e respeito pelo que os jogadores estão a fazer. Nós somos o Estoril. Hoje conseguimos 34 pontos, na época antes de eu chegar o clube acabou a época com 33 pontos. Estamos a tentar construir algo diferente, a tentar jogar melhor e a mostrar que queremos jogar a bola.
Nós não mandamos o guarda-redes para o chão ou queimamos tempo, tentamos jogar a bola e isso é muito positivo para todos. Estou a sentir neste momento que parece uma obrigação marcar três golos por jornada. Quinto melhor ataque? Vejo isso como crescimento e um processo normal, mas temos que ter calma. Em 18 meses, não podemos passar do clube lutar pela manutenção a marcar três golos por semana. Tem de haver calma e respeito pelos jogadores".
Álvaro Pacheco (treinador do Casa Pia):
“(Lesão de Larrazabal) Acho que foi cansaço, não há nada de alarmante. Foi um jogo intenso, muito dinâmico, com duas equipas a tentarem ganhar. Aceleramos muito por fora, o Abdu Conté e o Larrazabal foram muito solicitados e foi isso que aconteceu.
O Estoril é um adversário muito forte, quando joga em casa é forte, cria muitas oportunidades com jogadores diferenciadores no último terço. Fizemos um jogo fantástico, retirando capacidade ao Estoril e com o tempo fomos melhorando, estivemos por cima no jogo e pertenceram-nos as oportunidades mais flagrantes. Se tivéssemos marcado nessa altura acredito que teríamos tido mais espaços e oportunidades de ampliar o marcador.
Estou satisfeito com o crescimento da equipa e hoje fomos capazes de ser superiores. Ficamos tristes por não ser eficazes, mas contentes pela prestação. A equipa está a crescer passo a passo, temos de nos manter focados, mas estou orgulhoso por já termos a nossa identidade”.
