César Peixoto (treinador do Gil Vicente):
“Foi um jogo equilibrado, frustração só pela forma como sofremos o empate, no último lance. O primeiro golo do Alverca também foi um erro nosso, não fomos felizes nos golos que sofremos.
Agora, é seguir o caminho. Estamos a fazer uma época fantástica e foi um ponto somado. Estou um pouco chateado por ter sido no último lance e os jogadores também, tem um peso maior em termos mentais. Mas, disse-lhes agora que, mais do que nunca, quero assumir que vamos lutar pela Liga Conferência e acredito muito que vamos lá chegar.
Depois do 2-1, o Alverca mexeu e tornou-se mais agressivo, mais físico. Tentámos antecipar o que aconteceu metendo o Carlos Eduardo e o Espigares, que são mais altos para as bolas paradas, mas surgiu o golo que, já vi, o Naves cabeceia e bate no Carlos Eduardo e trai o Lucão, foi uma infelicidade.
Não posso apontar nada aos meus jogadores, o Alverca é uma boa equipa e está muito mais forte do que na primeira volta. Errar faz parte, o nosso ADN é de risco e não vou apontar o dedo aos erros, só à falta de compromisso, que não existe, pelo contrário.
Os adeptos também têm que perceber a forma como a equipa joga, não vamos ganhar os jogos todos, não somos o FC Porto, Benfica ou Sporting. Que nos continuem a apoiar, precisamos deles.
Agustín é um jogador em quem acreditamos muito, teve algumas lesões, é muito explosivo e teve algumas roturas. Foi feito algum trabalho de base porque o jogo aqui é muito mais rápido e intenso que no Uruguai, até brincamos com ele a dizer que não sabe fazer as coisas devagar. Tivemos que ter paciência com um fisiologista para aguentar sem lesões e, felizmente para ele, estreou-se a marcar e, acima de tudo, está a ter minutos sem se lesionar. Precisamos das características deles, é muito agressivo e incisivo.
O Hector Hernández teve uma rotura no último treino antes do jogo, numa bola parada no ar, até achei estranho, mas o futebol tem destas coisas. O Varela jogou bem, pena não ter feito o golo quando estava isolado, mas temos que arranjar soluções”.
Custódio Castro (treinador do Alverca):
“Foi um bom jogo de futebol contra uma grande equipa, que está a fazer uma grande época, com um grande treinador, mas, com o máximo de respeito pelo adversário, acho que a vitória nos assentava bem.
O golo no último minuto traz alguma justiça ao resultado, pelo que fizemos num campo dificílimo.
Não ganhámos, mas a identidade da equipa está lá. Saio satisfeito por isso, mas não por não termos ganho, vocês sabem qual a minha formação como jogador, quando não ganho fico a dever umas horas de sono.
Mas, hoje, só tenho que elogiar os meus jogadores, fizeram tudo e perceberam estrategicamente o que foi preparado. Foi um bom jogo de futebol, os adeptos que não dos dois clubes gostaram”.
