Recorde as incidências da partida
João Nuno (treinador do Estrela da Amadora):
“O SC Braga adiantou-se, reagimos a seguir. A primeira parte foi equilibrada, o Braga tem muita qualidade, mete muita gente no lado da bola.
Na segunda parte, por duas vezes defendemos muito mal no nosso lado esquerdo, o lado direito do Braga, como já tínhamos falado no intervalo e que tínhamos mostrado (aos jogadores). Depois, ainda acrescentou o Zalazar, que dá outra qualidade ainda maior ao jogo, e entraram por ali duas vezes e fazem dois golos.
Não estava planeado não termos defendido tão bem aquela situação no corredor, mas acho que o melhor elogio que posso dar é que sinto que o SC Braga, no 3-3, não sabia se ia continuar a atacar ou segurar o resultado. Não sentia o jogo seguro e nós sentimos que poderia dar.
Senti no estádio, mesmo a perder por 3-1, que toda a gente estava a apoiar e, na parte final, foi um detalhe que nos impediu de, por pouco, não conseguirmos o 4-3. Acho que hoje ganhámos muito - ganhámos alma, nunca desistir. A situação do penálti (primeiro golo sofrido) é um daqueles lances que são de VAR”.
Carlos Vicens (treinador do SC Braga):
“O que aconteceu para que o 1-3 se tornasse num empate? Acho que o que vimos foram situações evitáveis.
O Estrela conseguiu, através também de um jogo direto, situações de canto que resultaram num golo e isso é algo com que temos de aprender, porque não é algo que não tenhamos já experimentado. Fomos a Famalicão e, com a equipa na frente do marcador, fomos capazes de aguentar as tentativas deles. Também não há muito tempo vivemos isso em Nice, com uma equipa que, a perder, tem de mudar a sua forma de jogar para também ser mais direta.
Que isto nos sirva para que estejamos mais concentrados, com mais energia, mais motivados, para termos, depois, a melhor performance que pudermos no jogo das meias-finais da Taça da Liga.
(Rodrigo Zalazar) Decidimos guardar um pouco de sua energia para nos ajudar a partir do primeiro tempo, porque já leva muitos jogos disputados e muitos minutos. Temos gerido a energia dele durante a temporada, sabendo que é um jogador muito solicitado, são muitos jogos e em alguns temos de decidir gerir.
Optámos hoje por essa opção e ele entrou muito bem. Acredito que (a sua entrada) saiu bem, porque a energia do Rodri para o resto da segunda parte permitiu-nos colocar-nos em vantagem.
O Diego (Rodrigues) deu-nos mais presença no meio-campo para tentar conseguir a vitória e devemos dizer que ele teve um trabalho de muita fatiga, de muita energia investida nesses minutos. Mas depois o golo da vitória não chegou”.
