Recorde as incidências da partida
Gil Lameiras (treinador do Vitória SC):
“Entrámos um pouquinho a pensar no que se tinha passado no jogo anterior. A equipa acusou um bocadinho essa instabilidade emocional. Sofremos um golo. Depois, crescemos na partida e acabámos por dominar o resto da primeira parte, criando ocasiões.
Quando tínhamos tudo para dominar a segunda parte, sofremos um golo no segundo minuto. A partir daí, a instabilidade emocional veio outra vez ao de cima. A equipa teve dificuldades em encontrar-se. Não foi um bom jogo da nossa parte.
Senti uma expectativa grande dos adeptos. Não tivemos muito tempo para trabalhar. Não fazia sentido alterar grande coisa em relação ao que fizemos no passado.
Quem representa o Vitória sabe que os adeptos vão cobrar se as coisas não estiverem a correr como gostariam. É um clube grande. Tenho de lhes tentar pedir apoio e paciência, para os puxar para o nosso lado. Quando se manifestam, têm toda a razão, porque é necessário fazermos mais.
Sabíamos que os extremos do Famalicão gostam de vir para dentro. Houve lances em que os defesas demoraram a parar mais cedo. A nível estratégico, isso estava bem identificado.
O Miguel (Nogueira) voltou a ser lançado, porque tem vindo a trabalhar muito na equipa B. Vamos apresentar uma equipa competitiva todos os jogos, independentemente de serem jogadores do plantel principal, da equipa B ou dos sub-19.
O objetivo palpável (até ao final da época) é olhar para nós e perceber que, a nível ofensivo, podemos jogar mais. Quando as coisas, em termos mentais, não estão a funcionar, todos os ‘fantasmas’ anteriores vêm ao de cima.
Quando é tão fácil chegar à nossa baliza, é difícil apresentar consistência. O importante é apresentar evolução em cada jogo. Não vale a pena pensar no que pode acontecer daqui a dois meses, quando, no momento, a equipa não está a dar a melhor resposta”.
Hugo Oliveira (treinador do Famalicão):
“Foi uma vitória completamente justa, num sítio onde é muito difícil jogar, onde joga uma equipa boa, com muito talento, que tem um misto de gente jovem e experiente, um clube de gente ‘apaixonada’, que cria muitas dificuldades.
Como treinador, estou orgulhoso destes jogadores, da fome que mostram. Este é o ambiente de um clube ambicioso, onde se quer sempre mais e melhor.
Era muito importante ter a bola e jogar neste estádio à nossa maneira, sem nos deixarmos levar pela emoção. Foi também mais fácil porque tivemos a companhia dos nossos adeptos. Peço que continuem a apoiar.
Acreditamos na regra da funcionalidade. Quem está na posição momentaneamente tem de cumprir as funções que a posição exige, mesmo que não costume jogar aí (a propósito do primeiro golo, em que o defesa Justin de Haas foi à área contrária marcar golo em lance de bola corrida).
Tenho de mencionar ainda que o Elisor fez um jogo ‘delicioso’. Muitas vezes não se elogia os avançados quando não marcam golos, mas é preciso deixar esta palavra pelo que fez a equipa jogar.
Quando fui convidado por este clube, senti tremenda ambição. Este é um clube que quer crescer nas infraestruturas, nos departamentos, nos projetos. Quero que os jogadores continuem com a ‘fome’ de todos os dias serem melhores. Amanhã, queremos ser melhores que hoje. No final, a tabela é justa com o que as equipas fazem. No início da época, queríamos fazer melhor do que na época passada (sétimo lugar).
Já pedi a quem de direito para que o clube tenha um novo estádio, para que os adeptos possam ter mais conforto. Eles merecem”.
